Em entrevista concedida nesta segunda-feira (6), o Tenente-Coronel Deuslânio Menezes, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), detalhou o balanço das ações policiais após um fim de semana classificado por ele como "atípico" para a região de Patos. O Batalhão, que abrange Patos e mais 20 cidades, registrou três homicídios no período, desencadeando uma série de diligências ininterruptas.
De acordo com o comandante, a Polícia Militar já possui linhas de trabalho definidas para os crimes registrados.
São José do Bonfim: O caso no Sítio Tubarão possui indícios de vingança, estando possivelmente relacionado a um atentado ocorrido há cerca de 15 dias na mesma localidade.
Areia de Baraúnas e Cacimba de Areia: Os episódios nestas localidades estão sob investigação por possível ligação com organizações criminosas e o tráfico de drogas.
"Estamos em diligências desde o ocorrido, inclusive com minha presença pessoal durante a madrugada. Estamos em contato constante com o setor de homicídios da Polícia Civil para dar a resposta que a sociedade merece. O crime não tem vez aqui na região e não permitiremos que criminosos criem pânico", afirmou o Tenente-Coronel.
Durante as operações de madrugada, montadas justamente para localizar os envolvidos nos homicídios, a PM realizou uma ação pontual no município de São Mamede.
No local, as guarnições localizaram um apenado que utilizava tornozeleira eletrônica e descumpria medidas cautelares ao ser flagrado em uma festa. Além da quebra de medida, ele foi detido por violência doméstica após denúncia de sua própria companheira.
Ao realizar buscas na residência do suspeito, os policiais encontraram um arsenal ilegal:
O comandante reforçou a importância da parceria entre a polícia e a sociedade. Segundo ele, o combate à criminalidade é responsabilidade de todos. A população pode colaborar de forma anônima através do 190 ou pelas redes sociais oficiais da Polícia Militar.
"Não adianta pensar que as polícias resolvem isoladamente. Se tiverem qualquer informação, façam a denúncia. Não é preciso se identificar. Nosso interesse é não deixar que o crime cresça em nossa região", concluiu Deuslânio Menezes.
Por Pabhlo Rhuan