Polícia Saúde
Paraíba registra mais de 4 mil casos de arboviroses e seis mortes por dengue no primeiro semestre de 2026
Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde alerta para crescimento de notificações nas últimas semanas; estado segue sem registros de febre do Oropouche
10/07/2026 13h01
Por: Redação
Paraíba registra mais de 4,2 mil casos e 6 mortes por dengue no primeiro semestre de 2026 — Foto: g1

A Paraíba contabilizou 4.433 casos prováveis de arboviroses — dengue, zika e chikungunya — entre o dia 1º de janeiro e 4 de julho de 2026. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), também confirmam seis óbitos decorrentes da dengue no mesmo período.

Panorama dos casos

Do total de registros, a dengue permanece como a arbovirose com maior incidência, somando 4.292 casos prováveis. Os números ainda apontam 138 casos de chikungunya e três de zika.

As seis mortes confirmadas por dengue ocorreram nos municípios de:

Além dos óbitos confirmados, a SES-PB investiga outras dez mortes que podem estar relacionadas à doença. Até o momento, o estado não apresenta casos confirmados de febre do Oropouche em 2026.

Alerta e Prevenção

Embora a Secretaria de Saúde aponte uma redução nos índices comparados ao mesmo período de 2025, o cenário atual exige cautela. O boletim destaca um aumento expressivo nas notificações durante as últimas cinco semanas.

Carla Jaciara, técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, ressalta que o aumento em um período considerado atípico pode estar relacionado a alterações climáticas. "Isso reforça a necessidade de mantermos as medidas de prevenção e vigilância em todo o estado", pontuou.

Recomendações

As autoridades de saúde reforçam que a prevenção contra o mosquito Aedes aegypti deve ser contínua. A orientação para a população é que, ao surgirem os primeiros sintomas, o cidadão busque imediatamente uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce é apontado pela SES-PB como um fator essencial para evitar complicações graves e reduzir o risco de morte.

Por Pabhlo Notícias - com g1 PB