Uma ossada humana encontrada em uma área de capinzal às margens da BR-230, na Zona Leste de Patos, permanece sem identificação. Em contato com o jornalista Pabhlo Rhuan, o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL) de Patos informou que os procedimentos de praxe estão sendo realizados.
Segundo a unidade, os dados serão inseridos no banco de dados para um cruzamento com as informações de familiares que já possuem parentes desaparecidos. A confirmação da identidade só será possível após a comprovação de compatibilidade genética. O NUMOL ressaltou que, até o momento, nenhum popular compareceu à unidade para relatar o desaparecimento de alguém ou se voluntariar para a coleta de material genético.
A unidade esclarece ainda que, para quem já procurou o órgão anteriormente e realizou a coleta de material, não é necessário retornar para uma nova coleta.
O perito criminal Cleiton Jhons, do Núcleo de Criminalística do IPC de Patos, explicou que não foi possível estimar há quanto tempo o corpo estava no local. Ainda segundo ele, o corpo já se encontrava em fase seca da esqueletização.
"Estava na fase seca da esqueletização, o que dificulta estimar o tempo, pois depende de muitos fatores, como o ambiente. É necessário aguardar o exame da Antropologia Forense, que é especializada nesse tipo de perícia", afirmou.
O perito acrescentou que, inicialmente, não foram encontrados vestígios que indiquem morte por disparo de arma de fogo ou elementos que apontem, de forma preliminar, para um homicídio.
O delegado Emerson Barbosa, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), informou que, próximo à ossada, foram localizados dentro de um short uma aliança, uma chave e uma quantia em dinheiro, itens que podem auxiliar nas investigações.
Por Pabhlo Rhuan