A Polícia Civil da Paraíba divulgou, nesta quinta-feira (16), um balanço atualizado da Operação Purgatio, deflagrada na última quarta-feira (15). A ofensiva, voltada ao combate ao crime organizado no Alto Sertão, apresentou números expressivos, superando as expectativas iniciais das autoridades. Ao todo, foram 10 pessoas presas e um arsenal significativo retirado de circulação.
Coordenada pela 20ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC) de Cajazeiras, a operação teve como foco o cumprimento de mandados contra integrantes de grupos criminosos envolvidos em homicídios, tráfico de drogas, tráfico de armas e furto de animais.
Prisões: Foram cumpridos sete mandados de prisão e realizadas três prisões em flagrante, totalizando 10 capturas.
Armamento e Munições: A Polícia Civil apreendeu 47 armas de fogo e 8.818 munições de diversos calibres. O volume elevado de munições e armas revela a dimensão da logística criminosa que estava sendo investigada.
A Operação Purgatio é o ápice de um trabalho minucioso de inteligência que durou mais de dois anos. As investigações mapearam ramificações criminosas que operavam em diversas cidades da região, incluindo Cajazeiras, Sousa, São João do Rio do Peixe, Triunfo, Santa Helena, Poço de José de Moura e Cachoeira dos Índios.
Para executar a ação, foram mobilizados mais de 90 policiais civis e 20 viaturas táticas. A operação contou com o suporte da DRACO, DHE e DFR de Patos, além do apoio estratégico do helicóptero Acauã, que monitorou rotas de fuga durante a investida policial.
O nome "Purgatio", que em latim significa "purificação" ou "limpeza", reflete o propósito da Polícia Civil de remover da sociedade indivíduos de alta periculosidade que, conforme as investigações, acreditavam atuar à margem da lei.
A Polícia Civil reforçou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e desmantelar completamente a cadeia criminosa. A instituição reafirmou seu compromisso com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, visando garantir a segurança e a tranquilidade da população paraibana.
Por Pabhlo Rhuan