O corpo de Ellyson Henriques Pereira, de 33 anos, foi encontrado no final da manhã desta segunda-feira (17) no leito do Rio Espinharas, próximo à ponte que liga o Centro à Zona Sul de Patos, no Sertão da Paraíba. O jovem estava desaparecido desde a última sexta-feira (14), e o caso vinha sendo acompanhado pela imprensa local a pedido da própria família.
O cadáver foi localizado por volta das 9h. Equipes da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, do Instituto de Polícia Científica (IPC) e do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) estiveram no local para realizar a perícia inicial e a remoção do corpo.
Segundo o delegado responsável pela ocorrência, Emerson Barbosa, o corpo não apresentava lesões aparentes à primeira vista e foi encontrado sem roupas. A causa da morte, se por afogamento decorrente de um surto psiquiátrico ou por ação violenta, só será confirmada após o laudo cadavérico do Numol.
"Até o momento não temos nenhuma linha de investigação definida. Ele estava despido, o que pode indicar que entrou no rio por conta própria e se afogou, mas apenas o exame do NUMOL vai atestar se houve violência ou não", explicou o delegado.
Ainda segundo a polícia, familiares reconheceram a vítima no local por meio de tatuagens e do formato da cabeça.
Parentes de Ellyson acompanharam os trabalhos das forças de segurança na beira do rio e expressaram choque com o desfecho das buscas. A tia do jovem, Catiúsa, contou como percebeu o sumiço ao tentar entregar uma refeição ao sobrinho.
"Bati na porta para chamar e ele não respondeu. Quando foi no sábado, fui falar com minha mãe e disse que a gente tinha que arrumar um chaveiro. O chaveiro abriu e vimos o celular dele em cima da cama, ventilador e luz ligados. Aí começamos a busca. É um mistério, ele não tinha costume disso", relatou a tia.
O pai de Ellyson também esteve no local do resgate e emocionou-se ao lembrar do filho e da relação próxima que mantinha com ele.
"Infelizmente, muito difícil a perda do meu filho, que era tão apegado comigo. Agora no Dia dos Pais ele esteve em casa, me beijou, me mandou coraçãozinho dizendo que me amava. Ele gostava muito de vir para o mato quando estava apertado. Mas, infelizmente, a vida é assim. A gente precisa se pegar com Deus e pedir força", disse José Eduardo, pai do jovem.
A Polícia Civil de Patos abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte e aguarda o resultado do laudo pericial para dar direcionamento às investigações.
A Polícia Civil de Patos abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte e aguarda o resultado do laudo pericial para dar direcionamento às investigações.
Por Pabhlo Rhuan