A Polícia Civil da Paraíba realizou, nesta quarta-feira (19), em Patos, a entrega de 16 aparelhos celulares recuperados durante a 5ª fase da Operação Recupera. A iniciativa integra a Operação Última Chamada, de âmbito nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
A ação ocorreu de forma simultânea nas quatro Superintendências Regionais do estado (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira), resultando na restituição de aproximadamente 300 aparelhos aos seus proprietários.
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O superintendente da Polícia Civil no Sertão, delegado Gilson Duarte, destacou que a entrega dos aparelhos é o desfecho de um trabalho intenso de investigação:
"É um dia bastante feliz porque representa a operacionalização, o ponto final de diversas diligências anteriores até a recuperação desses equipamentos e a identificação das respectivas vítimas para que esse equipamento possa ser restituído."
Os delegados presentes reforçaram a necessidade de que as vítimas realizem o registro do boletim de ocorrência com informações detalhadas. Segundo o delegado Ilamilton Simplício, da 15ª Delegacia Seccional de Patos, os aparelhos recuperados são oriundos de diversos municípios sertanejos e também de grandes eventos da região, a exemplo do São João de Patos.
Já o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Ronis Feitosa, explicou que o trabalho de rastreio utiliza metodologias avançadas em parceria com operadoras de telefonia, o que permitiu recuperar dispositivos que já haviam sido levados para outros estados, como São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. Ele também ressaltou o peso do eletrônico no dia a dia:
"O celular deixou de ser apenas um objeto de uso pessoal e passou a concentrar informações importantes da vida profissional, familiar e financeira dos usuários."
Entre os contemplados estava o mototaxista Altemar Paulo, que teve o celular furtado há cerca de quatro meses ao deixá-lo sobre a moto durante uma entrega. Para ele, a recuperação teve um significado especial, já que o aparelho é indispensável para exercer sua profissão:
"Sem celular, não trabalho. Nenhum mototáxi trabalha sem celular, porque o celular é o primeiro objeto de trabalho do mototáxi. Feliz, feliz, muito feliz. Feliz que estou com o celular na mão", declarou.
A Polícia Civil reitera que a Operação Recupera continua em andamento e orienta a população a sempre registrar o boletim de ocorrência e guardar dados como a nota fiscal ou o número de identificação (IMEI) do aparelho.
Por Pabhlo Rhuan