Polícia POLICIAL!
Polícia Militar prende em Maturéia suspeito de fraudes bancárias após perseguição, troca de tiros e fuga em mata
Conhecido historicamente por passagens policiais ligadas a fraudes bancárias e falsificação de cartões, o suspeito era alvo de buscas após uma tentativa de golpe em uma agência bancária na cidade pernambucana de Afogados da Ingazeira
01/09/2026 17h54
Por: Redação
Foto: Reprodução / Pabhlo Rhuan

A Polícia Militar prendeu na tarde desta terça-feira (1) Bruno Alves da Silva, de 38 anos, durante uma operação policial que envolveu perseguição, troca de tiros e buscas em uma área de mata fechada no município de Maturéia. Conhecido historicamente por passagens policiais ligadas a fraudes bancárias e falsificação de cartões, o suspeito era alvo de buscas após uma tentativa de golpe em uma agência bancária na cidade pernambucana de Afogados da Ingazeira.

De acordo com as informações apuradas pelo jornalista Pablo Rhuan, o episódio inicial não se tratou de um roubo consumado, mas sim de uma tentativa de furto mediante fraude e estelionato. Na ocasião, o criminoso tentou distrair uma vítima no interior de uma agência para realizar a troca de seu cartão bancário. A própria vítima percebeu a manobra, deixou o local gritando por socorro e gerou um alvoroço popular que inicialmente circulou como assalto.

 
 
 
 
 
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Com a frustração do crime, o suspeito fugiu em direção ao estado da Paraíba a bordo de um veículo. A Polícia Militar montou um cerco estratégico na região entre Teixeira e Maturéia. Ao se deparar com um bloqueio policial, o condutor desobedeceu à ordem de parada, efetuou disparos de arma de fogo contra a guarnição e fugiu.

Houve revide à injusta agressão e, metros adiante, o veículo colidiu. Bruno Alves da Silva abandonou o carro e adentrou uma mata fechada de vegetação espinhosa, conhecida como jurema. Com o apoio especializado do Batalhão de Polícia de Choque, que possui vasta experiência em rastreamento na caatinga, as equipes policiais conseguiram localizar o foragido após cerca de 40 minutos de buscas intensas. Ele estava deitado e escondido em meio a uma moita.

O tenente-coronel Deuslânio, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, detalhou a dinâmica da operação: "Então montamos um cerco ali na área de Teixeira e Maturéia. Com o passar do tempo, esse carro que foi anunciado que estava conduzindo os assaltantes se deparou com um bloqueio. Nesse bloqueio, com ordem de parada, a guarnição informou que ele não parou e efetuou disparos contra a guarnição. De pronto, a guarnição revidou essa injusta agressão. Ele ainda conseguiu, mesmo assim, nessa troca de tiros, fugir e mais à frente veio a colidir. Ele correu para a mata, uma mata fechada de espinhos, jurema. Com o auxílio do pessoal do Choque, que tem vasta experiência nessa parte de caatinga e de procurar foragidos em mata, com mais ou menos uns 40 minutos dentro dessa mata, as equipes obtiveram êxito".

Durante a abordagem e identificação preliminar, constatou-se que o suspeito apresentou um documento de identidade com dados de outra pessoa natural de Campina Grande, mas com foto divergente no sistema, configurando indício de uso de documento falso. As autoridades confirmaram que Bruno integra uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras.

O sargento Paulo, integrante do Batalhão de Choque que atuou diretamente na localização do suspeito, relatou os detalhes do momento da captura: "É bastante espinho, né? A gente tem o costume de trabalhar com essa dificuldade. Rastreou o rastro dele, pegou o rastro dele e foi rastreando até chegar onde ele estava escondido, deitado, bastante escondido dentro de uma moita de mata. A gente conseguiu identificar, eu avistei, a gente fez a aproximação, deu ordem de prisão e indagou ele, mas ele não disse onde estava a arma, não entregou a arma, e a gente não encontrou a arma. Ele estava só".

Histórico criminal

O suspeito possui registros anteriores de alta repercussão no estado. Em dezembro de 2015, Bruno Alves da Silva, que na época era conhecido no meio criminoso pela alcunha de "Boy Play", já havia sido preso pela Polícia Civil da Paraíba através da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DRF) de Campina Grande. Naquela ocasião, apontado como um dos mais procurados do país por falsificação e adulteração de cartões de crédito, ele ostentava uma vida de luxo e tentou subornar a autoridade policial com a oferta de duzentos mil reais para evitar a prisão.

Ao concluir a operação desta terça-feira, o tenente-coronel Deuslânio deixou um alerta firme sobre a atuação das forças de segurança na região: "O recado que a gente deixa aqui é que só tem duas saídas: ou muda de profissão, ou não venha para o estado da Paraíba. Porque se vier, a resposta será dada".

Por Pabhlo Rhuan