O presidente da Câmara Municipal de Matureia, vereador Bruno Wanderley, procurou na manhã desta quinta-feira (10) a Delegacia de Teixeira para formalizar um novo registro de ocorrência contra um homem que, segundo ele, tem causado atritos e desentendimentos na cidade.
Segundo Bruno, o fato mais recente ocorreu por volta das 10h da manhã de hoje, no interior do gabinete da presidência na Câmara de Vereadores de Matureia. O homem, que é um policial rodoviário federal aposentado, compareceu ao órgão público para entregar uma documentação referente a um pedido de informações sobre a administração da Casa Legislativa.
Durante a conversa, os ânimos se exaltaram e o policial aposentado teria passado a ameaçar o parlamentar, afirmando em determinado momento que "iria pegá-lo". Questionado pela vítima sobre o sentido da frase, o indivíduo recuou e alegou que a intenção seria constatar supostas irregularidades e desvios na gestão legislativa. Diante da situação, o vereador manifestou o desejo de representar criminalmente contra o autor pelo crime de ameaça (Art. 147 do Código Penal).
A animosidade entre ambos não é de hoje. No início do mês de março, Bruno Wanderley já havia registrado um boletim de ocorrência na mesma delegacia relatando um episódio de injúria ocorrido no dia 25 de fevereiro, em um restaurante localizado no Centro de Matureia.
Naquela ocasião, conforme o relato policial, o policial aposentado abordou o parlamentar para cobrar respostas sobre requerimentos de fiscalização de gastos públicos. O vereador pontuou que todas as informações financeiras encontram-se disponíveis no Portal da Transparência, momento em que o PRF teria se exaltado, proferido xingamentos e chamado o chefe do Legislativo municipal de "ladrão". Na mesma data, a vítima já havia relatado temer por sua integridade física devido à condição de policial do investigado.
Ao jornalista Pabhlo Rhuan, Bruno relatou que não existe nenhum problema com relação ao cidadão fiscalizar o poder público e legislativo, uma vez que é direito e dever. Mas ressaltou que não se pode fazer isso intimidando, insultando e ameaçando as pessoas.
Bruno também lamentou os recentes casos e espera que a situação possa ser resolvida pelas autoridades competentes.
Nossa equipe não conseguiu contato com a defesa do policial.
Por Pabhlo Rhuan