Patos e Região AÇÃO POLICIAL
“Ele era o braço armado da facção”: Delegado detalha prisão de sicário do Bonde do Cangaço em São Bento
Apontado como o principal matador de aluguel da organização criminosa, suspeito foi preso pelo GTE munido de pistola restrita; penas somadas podem chegar a 160 anos de prisão
22/09/2026 20h00
Por: Victor Almeida Fonte: Pabhlo Notícias
Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil da Paraíba desferiu um duro golpe contra o crime organizado no Sertão. Em operação deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Grupo Tático Especial (GTE) da Delegacia de São Bento, com apoio da UNINTELPOL de Patos, foi preso em flagrante o indivíduo de iniciais L. da S. L., apontado como o principal sicário e executor de ordens violentas da facção "Bonde do Cangaço".

A ação visava ao cumprimento de um mandado de prisão preventiva e foi detalhada pelo titular do GTE, delegado José Leonardo.

"Nós realizamos diligências veladas, utilizando uma viatura descaracterizada para não levantar suspeitas, com o objetivo principal de cumprir uma ordem de prisão preventiva que já estava em aberto contra ele", revelou o delegado.

O suspeito é apontado como autor material de uma brutal tentativa de homicídio ocorrida no último dia 9 de agosto, em São Bento, quando efetuou disparos que balearam duas pessoas e colocaram em risco a vida de outras três, entre elas, uma criança de apenas dois anos.

Abordagem tática e apreensão de arsenal

O cerco foi fechado no bairro São Bentinho, no momento em que o investigado transitava em uma motocicleta. A equipe policial realizou uma aproximação rápida e precisa, impedindo qualquer chance de reação.

Na revista pessoal, os agentes apreenderam um arsenal de uso restrito:

Ficha criminal e penas que chegam a 160 anos

Segundo a Polícia Civil, o preso atuava como o carrasco da organização e também figura como o principal suspeito da autoria de outros dois homicídios consumados em São Bento.

O criminoso foi autuado por:

O delegado José Leonardo ressaltou que, com a soma de todas as acusações e condenações em potencial, as penas do investigado podem variar de 50 a 160 anos de reclusão. O homem permanece recolhido na carceragem, à disposição do Poder Judiciário.

por Pabhlo Notícias