Polícia POLICIAL!
Exclusivo! Perícia aponta que incêndio em apartamento na Rua Felipe Camarão, em Patos, pode ter sido causado por bateria de celular
Em entrevista exclusiva ao jornalista Pabhlo Rhuan, o perito criminal Germano Damascena, do IPC, detalha os levantamentos preliminares no imóvel onde residia a família
23/09/2026 15h48 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: Pabhlo Rhuan

Novas informações obtidas pela investigação sobre o incêndio de grandes proporções que consumiu um apartamento alugado na Rua Felipe Camarão, nas proximidades da Área de Lazer Montenegro, em Patos, apontam uma suspeita técnica importante. De acordo com os levantamentos realizados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), o fogo que destruiu os bens de Valdenira Ferreira de Araújo, conhecida como Didira, e de seus dois netos gêmeos pode ter sido provocado por uma bateria de celular.

 
 
 
 
 
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Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Pabhlo Rhuan, o perito criminal Germano Damascena, do IPC, detalhou os trabalhos periciais executados no imóvel e explicou como os vestígios ajudaram a traçar a dinâmica do incidente.

Detalhes da perícia criminal

Segundo o perito, o trabalho começou a partir do depoimento da moradora, que indicou que as chamas teriam tido início em um dos quartos da residência.

“A gente iniciou os exames por lá e aí a gente conseguiu constatar que realmente, de fato, existia um local de alta incidência de chamas, com até destacamento do forro da parede, do reboco, em um dos cantos do quarto. Inclusive, houve essa queima pelo fogo intensa nesse ponto. Aí, por convecção, a chama se espalhou e acabou queimando outros objetos do local, como cama e tudo mais, através de radiação. E, de lá, o fogo se propagou para a sala de estar e, depois, consequentemente, para a cozinha”, explicou Germano Damascena.

O ponto focal da investigação chamou a atenção da equipe técnica por descartar fontes tradicionais de eletricidade na área exata do início do fogo.

“Lá no ponto onde a gente levantou o que teria sido o foco principal, foi constatado um aparelho celular que estava com a região traseira bem danificada. Nesse ponto, também, não havia pontos de energia, nem outras fontes plausíveis de se levantar, que possam ter iniciado a ignição do fogo. Então, há uma suspeita de que esse celular tenha sido a causa do acidente, do incêndio. Inclusive, ao consultar novamente, a moradora ela nos informou que a bateria havia sido trocada recentemente. Então, é um fator mais relevante ainda para a gente levar em consideração essa possibilidade”, pontuou o perito.

Riscos de baterias alternativas e não originais

Questionado sobre os riscos associados a baterias que não são originais de fábrica, itens frequentemente procurados no mercado quando o componente original perde eficiência , o perito criminal alertou sobre os perigos desse tipo de material.

“Essas são análises preliminares que nós estamos fazendo. Não conseguimos ainda atestar, sem sombra de dúvida, que esse tenha sido o fator. Mas, é um fator de risco a ser considerado. É sabido que as baterias originais passam por exames e testes de segurança muito intensos, enquanto essas baterias alternativas chegam através de meios que escapam dos órgãos de fiscalização e de inspeção. Então, é arriscado você utilizar esse tipo de bateria. E é comum, até demais, esse tipo de incêndio causado por baterias de celulares alternativas”, ressaltou.

Relembre o caso e a corrente de solidariedade

O sinistro ocorreu na madrugada após o retorno da família da tradicional Festa Nacional da Guia. Com o fogo espalhando-se rapidamente pelo apartamento, Didira tentou apagar as chamas com baldes d'água , sofrendo queimaduras leves no cabelo, enquanto seus filhos gêmeos de nove anos correram para a rua para pedir socorro.

Devido à forte intoxicação por fumaça, Didira precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada à ala vermelha de uma unidade hospitalar. Ela já recebeu alta e está bem fisicamente, mas a família perdeu absolutamente tudo (móveis, roupas, calçados e materiais escolares), tendo como único alento a preservação das imagens religiosas guardadas por um dos meninos.

 
 
 
 
 
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Sensibilizada com a situação, a comunidade se mobilizou em uma corrente de solidariedade para ajudar a mãe e os filhos a reconstruírem suas vidas. Qualquer contribuição financeira pode ser feita por meio da chave Pix oficial:

A campanha também arrecada roupas, calçados, colchões, mantimentos e material escolar. Para doações de itens físicos ou apoio direto, entre em contato com a nossa equipe de reportagem.

Por Pabhlo Rhuan