A 5ª Vara Criminal de João Pessoa determinou a soltura do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil, identificados como Everton Aires (conhecido como "Bomba") e Eduardo Jorge ("Mão Branca"). O trio é acusado de integrar um esquema de desvio de drogas na corporação. No entanto, mesmo com o mandado de soltura expedido nesta sexta-feira (25), os investigados vão continuar presos.
O delegado e os agentes respondem a quatro processos na Justiça da Paraíba. Entre eles, destaca-se uma prisão preventiva que continua em vigor e tramita na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa da Capital.
A decisão da 5ª Vara Criminal não acatou um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para converter a prisão temporária em prisão preventiva em um dos processos, determinando a soltura especificamente nessa ação sob a ressalva de "se por outro motivo não estiverem presos". Como a custódia preventiva permanece válida no outro processo, eles seguem detidos no Presídio Especial Valentina de Figueiredo.
Na mesma decisão, o juízo da 5ª Vara Criminal declarou-se incompetente para julgar o caso correspondente, determinando que a ação tramite na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa — questão que ainda será analisada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
A defesa do delegado Braz Morroni informou que concordou com a decisão de revogação da prisão e declarou expectativa de que o mesmo entendimento seja alcançado em relação à prisão preventiva remanescente, acrescentando que emitirá uma nota oficial sobre o caso. As defesas de Everton Aires e Eduardo Jorge também foram procuradas, mas não responderam até a última atualização.
Por Pabhlo Notícias com g1 PB