A fiscalização contra crimes eleitorais registrou mais uma ocorrência na cidade de Patos durante este domingo. Uma mulher foi flagrada fotografando o momento da votação dentro da seção eleitoral localizada no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A ação foi percebida por mesários e fiscais no local, resultando na intervenção imediata da Polícia Civil da Paraíba.
A condução foi realizada por equipes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos, sob a coordenação do delegado Dr. Thitto de Amorim, em alinhamento constante com as determinações da juíza eleitoral Dra. Isabela Joseane. Os policiais localizaram o endereço da eleitora, que confirmou ter tirado a foto da urna eletrônica.
Durante o depoimento, a mulher justificou que fez a imagem porque o marido exigiu que ela provasse em quem havia votado. Como a violação do sigilo do voto constitui infração previstas na legislação eleitoral, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal de Patos, órgão competente para dar prosseguimento à apuração e lavratura do procedimento legal.
Em entrevista, o delegado Dr. Thitto de Amorim ressaltou que este é o segundo caso de registro irregular de voto encaminhado à Polícia Federal na cidade durante o pleito. Ele enfatizou a atuação rigorosa de todas as forças de segurança.
"A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos, em compartilhamento de informações com a juíza eleitoral Dra. Isabela Joseane, teve conhecimento de que uma mulher foi flagrada tirando foto de uma urna eletrônica. Nós, como forças de segurança pública, estamos atuando em todas as frentes, analisando denúncias de crimes eleitorais, violação do sigilo do voto, compra de voto, boca de urna, atuando em tudo", declarou o delegado.
Sobre a justificativa apresentada pela eleitora, Dr. Thitto de Amorim explicou o andamento dos trâmites:
"Ao chegar ao local, ela confirmou que de fato tinha tirado foto da urna e nos informou que fez isso porque o marido queria que ela mostrasse em quem estava votando. O procedimento vai ser entregue à Polícia Federal para que seja feita toda a apuração necessária do crime praticado. Todas as denúncias de qualquer crime estão sendo analisadas. Independente se alguém acha justo ou injusto, a lei é a lei e a polícia está aqui para cumpri-la e fazer com que a eleição flua na maior normalidade possível dentro do que determina a legislação."
As Forças de Segurança e a Justiça Eleitoral reforçam o alerta de que é expressamente proibido entrar na cabine de votação carregando celulares, máquinas fotográficas ou qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto.
Por Pabhlo Notícias