Polícia POLICIAL!
Residência onde bebê de apenas 3 semanas foi morto é arrombada e tem pertences queimados em Patos
Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias com o 3º BPM, colchão da criança e roupas do pai foram incendiados no bairro Dona Milindra
15/10/2026 11h16
Por: Redação
Foto: Pabhlo Rhuan

A residência onde o recém-nascido Brayan Gabriel Guedes de Lucena, de apenas três semanas de vida, foi morto com pelo menos 15 perfurações de faca, localizada no bairro Dona Milindra, na Zona Leste de Patos, foi arrombada e teve objetos retirados e queimados durante a madrugada desta quinta-feira (15). Logo após o crime, o casal identificado como Marcos Gabriel, de 19 anos, e Mirelly Layla Lucena Braz, de 19 anos, genitores da criança, foi preso em flagrante pela Polícia Militar para evitar um linchamento por parte de moradores revoltados. Mesmo diante das rondas e fiscalizações contínuas no setor, o imóvel terminou sendo invadido e alvo de vandalismo.

 
 
 
 
 
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Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias junto ao comando do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), a corporação adotou medidas preventivas desde as primeiras horas após a ocorrência para garantir a segurança dos conduzidos e preservar o local. As equipes realizaram patrulhamento ostensivo ao longo do dia e da noite, mas durante a madrugada o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) foi acionado via 190 para atender a uma ocorrência de incêndio na via pública.

Invasão da casa e incineração dos pertences

Ao chegarem ao endereço para averiguar os chamados, os policiais militares confirmaram que a porta do imóvel havia sido arrombada. No meio da rua, objetos que guarneciam a residência foram amontoados e incendiados, incluindo as peças de roupa dos pais e o próprio colchão onde ficava o bebê. Nenhum morador das imediações quis prestar declarações ou apontar a autoria da invasão à guarnição.

O comandante do 3º BPM, tenente-coronel Deuslanio, detalhou as ações de patrulhamento efetuadas pelas equipes policiais no bairro Dona Milindra e lamentou o ato de vandalismo praticado na área.

"Passamos ao longo do dia fazendo rondas no setor, inclusive por volta de 23h esteve tudo intacto, porém, na madrugada, o 190 recebeu a informação de um incêndio. Quando a polícia chegou, se tratava dos pertences da casa, como roupas e o colchão da criança. A casa também já estava arrombada. Acredito que seja uma revolta da população local e estamos tentando localizar quem causou esse vandalismo. Uma coisa é o crime que aconteceu, outra é novos crimes acontecerem em decorrência disso", destacou o comandante.

Polícia Militar orienta sobre limites legais e proíbe atos de violência

A Polícia Militar também acompanhou a movimentação de populares que começaram a se aglomerar nas proximidades da Central de Polícia Civil portando cartazes de protesto. O comando reforçou que, embora a manifestação pública de indignação seja um direito garantido, atos de violência, depredação ou tentativas de agressão contra os custodiados constituem infrações penais puníveis por lei.

"Nós aconselhamos que não adianta querer fazer justiça com as próprias mãos, nós temos a Justiça para punir o responsável. É um direito da população manifestar a sua indignação, mas não adianta partir para a violência, porque as polícias não vão permitir. Fazer atos que afrontem as autoridades também é crime e a pessoa termina sendo presa por responder por esses fatos. Vamos esperar o veredito da Justiça e que o processo aponte realmente quem foi o culpado", orientou o tenente-coronel Deuslanio.

Entenda o caso

O assassinato do pequeno Brayan Gabriel Guedes de Lucena ocorreu na manhã de quarta-feira (14), na mesma residência no bairro Dona Milindra. Marcos Gabriel e Mirelly Layla Lucena Braz se conheceram no jogo eletrônico on-line Free Fire e mantinham um relacionamento instável com idas e voltas, tendo inclusive morado em Minas Gerais antes de alugarem a casa em Patos.

O casal estava separado e Mirelly Layla havia se mudado para São Bento, mas retornou ao imóvel na tarde de terça-feira (13) para recolher seus pertences. Na manhã de quarta-feira (14), uma discussão motivada por ciúmes e pela guarda da criança culminou no esfaqueamento do recém-nascido. Presos em flagrante pela Polícia Militar, os genitores apresentaram versões conflitantes na Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), trocando acusações mútuas sobre a autoria dos golpes. Marcos Gabriel e Mirelly Layla permanecem custodiados aguardando audiência de custódia, enquanto a Polícia Civil e o Instituto de Polícia Científica (IPC) aguardam laudos de DNA na faca apreendida para definir a responsabilidade direta ou omissiva de cada um.

Por Pabhlo Rhuan