Polícia INVESTIGAÇÃO
Caso Neta: Foragido e com mandado de prisão em aberto, ex-companheiro acusado de feminicídio em Patos tem julgamento remarcado para 3 de dezembro
Leandro Firmino Sales teve prisão preventiva restabelecida após descumprir medidas e não foi localizado para o júri.
30/10/2026 09h00
Por: Redação
Foto: Reprodução

A sessão do Tribunal do Júri que julgaria Leandro Firmino Sales, acusado pelo feminicídio de sua ex-companheira Francinete Nunes dos Santos, de 38 anos, conhecida como "Neta", foi adiada e remarcada para o dia 3 de dezembro de 2026. O julgamento estava agendado para ocorrer nesta quinta-feira (29), no Fórum Miguel Sátyro, em Patos, mas não pôde ser realizado devido ao fato de o réu encontrar-se em local incerto e não ter sido localizado para a intimação pessoal sobre a pauta do júri.

Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias, o crime ocorreu no dia 8 de maio de 2024, no cruzamento das ruas Prefeito Oscar Torres e Rua do Prado, no Centro de Patos. Na ocasião, a vítima seguia na garupa de um mototáxi com destino ao trabalho, em um condomínio residencial no bairro Jardim Guanabara, quando o veículo parou no semáforo e foi abordado pelo acusado, que desferiu golpes de arma branca contra a mulher. Mesmo ferida, Francinete tentou correr para buscar socorro, mas caiu na via pública e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apenas constatou o óbito no local.

Loading...

Investigação, perseguição e dor da família

As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos apontaram que o acusado não aceitava o fim do relacionamento e teria seguido a vítima desde a sua saída do bairro da Vitória, aguardando a parada no sinal vermelho para cometer a investida criminosa. Francinete deixou cinco filhos.

Mandado de prisão e descumprimento de cautelares

Leandro Firmino Sales responde pelos crimes de feminicídio qualificado e ameaça. A Justiça da Paraíba havia restabelecido a ordem de prisão preventiva contra o acusado no mês de setembro, acolhendo um recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Mista da Comarca de Patos, com validade prevista até setembro de 2046, e permanece em aberto nos sistemas das forças de segurança.

O Ministério Público argumentou pela necessidade da custódia cautelar citando a gravidade concreta da conduta, a periculosidade do investigado e o risco de intimidação de testemunhas e parentes da vítima. Decisões mais recentes anexadas ao processo registram que o acusado não se apresentou aos polos estaduais de monitoramento eletrônico para a instalação de tornozeleira, condição assumida quando obteve progressão de regime em outro procedimento judicial, passando à condição de foragido da Justiça.

Nova data fixada pelo Judiciário

Apesar de haver previsão no Código de Processo Penal para o prosseguimento do julgamento sem a presença física do réu revel desde que representado por defensor constituído ou público, o juízo responsável pela 1ª Vara Mista remanejou a sessão plenária do júri para a data de 3 de dezembro, no Plenário do Fórum Miguel Sátyro, em Patos.

Por Pabhlo Rhuan