Novos detalhes técnicos e testemunhais apurados no inquérito policial referente ao homicídio do recém-nascido Bryan Gabriel Guedes de Lucena, registrado no dia 14 de outubro no bairro Dona Milindra, foram detalhados. As provas colhidas pela Polícia Civil desmontam a narrativa apresentada por Mirelly Laila Lucena Braz e reforçam a conduta de coação praticada por ela dentro da unidade policial.
Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias com a equipe de investigação, uma série de contradições materiais e laudos periciais comprova que a versão narrada pela mãe não condiz com a realidade dos fatos ocorridos na residência do casal.
O primeiro e mais latente indício apontado pela investigação é o fato de que apenas Mirelly apresentava manchas de sangue nas mãos e roupas após o crime. Caso o pai do bebê, Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque, tivesse desferido os golpes contra a criança, ele obrigatoriamente estaria com vestígios e resíduos de sangue.
As apurações policiais também desmentiram as seguintes alegações da investigada:
Foi solicitada a realização de uma reprodução simulada junto ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para transformar todas essas incompatibilidades físicas em laudo pericial definitivo nos autos do processo.
Segundo a Polícia Civil, levantamentos apontam que a investigada sempre apresentou um perfil manipulador. Essa coação psicológica explica o motivo pelo qual o pai do bebê chegou a tentar assumir a culpa de forma isolada após a audiência de custódia. A questão está sob apuração policial.
O casal permanece preso em João Pessoa. Marcos Gabriel cumpre custódia na Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1) e Mirelly Laila na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, ambos à disposição da Justiça
Por Pabhlo Notícias