Patos e Região LUTO!
Missa de um ano marca homenagem à policial penal Edvânia Vieira no Presídio Feminino de Patos; processo aguarda nova audiência em dezembro
Celebração reuniu colegas de trabalho na unidade onde a vítima atuou ao longo de sua trajetória; investigados por feminicídio seguem presos aguardando oitivas da defesa.
07/11/2026 17h26
Por: Redação
Foto: Reprodução / Pabhlo Rhuan

Amigas e colegas de trabalho reuniram-se na manhã desta sexta-feira (6) para participar da missa em memória de um ano do falecimento da policial penal Edvânia Vieira da Silva, de 44 anos. A celebração religiosa ocorreu nas dependências do Presídio Feminino de Patos, instituição onde a servidora dedicou anos de sua trajetória profissional. A cerimônia foi marcada por momentos de forte comoção e homenagens à memória da policial, descrita pela direção da unidade e por seus pares como uma profissional exemplar, cumpridora de seus deveres e altamente dedicada à segurança pública do Estado. Edvânia contava com 14 anos de efetivo serviço prestados ao sistema penitenciário paraibano.

Caption

 

 

Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias, a instrução criminal sobre o caso segue em ritmo regular. As testemunhas arroladas pela acusação já prestaram seus depoimentos perante o Poder Judiciário. A próxima fase do processo, agendada para o mês de dezembro, contemplará as oitivas das testemunhas indicadas pelas defesas dos réus, além do interrogatório presencial dos dois acusados.

Conclusão minuciosa do inquérito e elucidação da farsa armada no local do crime

O feminicídio de Edvânia Vieira da Silva foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, sob a coordenação do delegado Claudinor Lúcio. As apurações policiais tiveram início no dia 8 de novembro do ano passado, quando o corpo da servidora foi localizado em sua residência, deitada ao lado da cama e ainda usando o uniforme de trabalho. A perícia técnica registrou no local severos indícios de violência física, incluindo hematomas corporais e sinais característicos de esganadura no pescoço, sem que fossem identificadas perfurações por arma de fogo ou instrumento perfurocortante.

Loading...

Durante a condução das diligências, a DHE descartou integralmente a hipótese levantada inicialmente de que o crime teria relação com facções criminosas locais. Pichações com siglas de grupos organizados haviam sido feitas nos muros do imóvel para simular um falso cenário e desviar o foco do trabalho investigativo. Conforme ressaltado pelo delegado responsável, os laudos e depoimentos comprovaram que a conduta e a honra da policial penal permaneceram ilibadas, sem qualquer vínculo com atividades ilícitas.

A investigação policial apontou que o crime foi planejado pelo marido da vítima, Leo Pereira Lima, de 38 anos, com a participação direta e auxílio material de sua amante, Jucineide Alves Lima. A motivação reuniu elementos de ordem financeira e passional, uma vez que a vítima havia realizado empréstimos bancários em datas recentes ao crime e o investigado mantinha um relacionamento simultâneo com a comparsa. Leo foi preso em flagrante pelas equipes da DHE poucas horas após a descoberta do corpo. Já Jucineide teve a prisão preventiva decretada e foi localizada na cidade de Paulo Afonso, no estado da Bahia, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil da Paraíba e as forças policiais baianas.

Loading...

Situação prisional dos réus e encaminhamento ao Tribunal do Júri

Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público da Paraíba ofereceu denúncia formal contra o casal. Ambos foram denunciados pelo crime de feminicídio qualificado. Além disso, o marido responde pelo crime de furto, referente à subtração da arma de fogo funcional que pertencia à servidora pública.

Os dois réus permanecem recolhidos ao sistema prisional sob custódia preventiva enquanto aguardam a conclusão da fase de instrução e o julgamento pelo Tribunal do Júri. Leo Pereira Lima segue recolhido na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), situada em João Pessoa. Jucineide Alves Lima continua custodiada em uma unidade prisional no estado da Bahia. Após a realização da audiência de instrução marcada para dezembro, o Poder Judiciário decidirá sobre a pronúncia dos acusados para que sejam levados ao júri popular.

Por Pabhlo Rhuan