A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação Puçá. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas na modalidade “delivery” e em esquemas de lavagem de dinheiro por meio de contas bancárias em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”.
De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura organizada para a distribuição de entorpecentes e movimentava grandes quantias financeiras. Como parte da estratégia de asfixia financeira da organização, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões pertencentes aos investigados.
A operação mobilizou mais de 100 policiais civis e prevê o cumprimento de 24 mandados de prisão e cerca de 85 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 18 pessoas já foram presas durante o cumprimento das ordens judiciais.
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As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, além de Petrolina, em Pernambuco, e Maringá, no Paraná.
Segundo a Polícia Civil, o nome “Puçá” faz referência a uma rede utilizada na pesca de camarões, em alusão à forma como o grupo se autodenominava: “Rei do Camarão”. A denominação também simboliza o cerco técnico montado pelas forças de segurança para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.
As investigações apontaram ainda que a organização utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com a atividade criminosa.
A operação contou com o apoio das seguintes unidades: Diretoria de Operações; MPPB- GAECO; DRE - Delegacia de Repressão a Entorpecentes; GOE - Grupo de Operações Especiais; DESARME; GOC - Grupo de Operações com Cães; DCCPES - Homicídios de João Pessoa; DECC - Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos; DEAM - Delegacia da Mulher; Polícia Penal; DRCCIJ de Campina Grande; DRF de Campina Grande; GTE de Juazeirinho; GTE de Esperança; DRF de Patos e GTE de Princesa Isabel
Os presos e o material apreendido estão sendo encaminhados para as sedes da Polícia Civil em João Pessoa e Campina Grande, onde serão realizados os procedimentos legais cabíveis.
Por Pabhlo Rhuan