PARAÍBA
Milhares de peixes aparecem mortos no Açude Velho, em Campina Grande, e Prefeitura faz força-tarefa de limpeza
Animais começaram a boiar no fim de semana; reunião emergencial nesta segunda-feira (12) discute medidas para oxigenar a água e conter o mau cheiro.
12/01/2026 11h16 Atualizada há 5 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Prefeitura de Campina Grande iniciou, na manhã desta segunda-feira (12), uma operação para a remoção de milhares de peixes mortos que surgiram nas águas do Açude Velho, principal cartão-postal da cidade. O fenômeno, registrado desde o último final de semana, tem causado um forte mau cheiro, incomodando pedestres e comerciantes da região central.

Uma reunião com diversos órgãos municipais está programada para ocorrer ainda hoje. O objetivo é discutir uma “solução emergencial” para o problema. Segundo Marcos Aurélio, engenheiro da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), o foco principal é encontrar métodos para elevar os níveis de oxigênio dissolvido na água.

De acordo com a Sesuma, a mortandade está associada ao processo de eutrofização. Esse fenômeno acontece quando há um excesso de nutrientes na água — principalmente nitrogênio e fósforo —, o que gera uma proliferação descontrolada de algas.

 
 
 
 
 
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Em nota oficial, a pasta explicou o ciclo que levou à morte dos animais:

“Com o passar do tempo, essas algas entram em processo de decomposição, consumindo grande parte do oxigênio dissolvido na água, o que provoca desequilíbrios no ecossistema aquático. Como consequência, há alteração na coloração da água, emissão de odores desagradáveis e a mortandade de peixes.”

A prefeitura ressaltou que as condições atuais de Campina Grande favorecem o problema. "Esse tipo de ocorrência tende a ser mais frequente em períodos de temperaturas elevadas, baixa circulação da água e redução do volume de chuvas, condições típicas desta época do ano",informou a pasta em nota.

Equipes de limpeza urbana devem permanecer no local durante todo o dia para retirar os restos orgânicos e minimizar o impacto ambiental e visual no manancial.

Por Pabhlo Rhuan

com Mais PB