A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos e da Unintelpol, deflagrou nesta terça-feira (31) a Operação Phantom. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa cibernética especializada em invasão de dispositivos, furtos eletrônicos e lavagem de capitais, com forte atuação em Patos e no Ceará.
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De acordo com o delegado Diego Passos, titular da DHE, o líder da organização é um programador residente em Patos, que utilizava tecnologia avançada para realizar as fraudes. "Essa organização utilizava o que a gente chama de 'boot' — são robôs que faziam pequenas transações, mas com grande alta intensidade. Eles tentavam subtrair o valor patrimonial da instituição financeira através dessas transações fraudulentas", explicou o delegado.
O trabalho de inteligência conseguiu mapear que o ataque cibernético partia de Patos, onde o líder coordenava a engenharia social e os furtos. Segundo o delegado, o principal alvo não possuía atividade lícita e já era conhecido da polícia por crimes semelhantes em outros estados.
"O principal autor dos crimes é daqui de Patos, chamado dentro da organização de 'programador'. Ele não tem um trabalho lícito fixo, tanto que já foi preso anteriormente pela prática do mesmo delito pela Polícia Civil de Santa Catarina. O crime cibernético não respeita fronteiras, mas conseguimos mapear quem eram os elementos e quem fazia a lavagem", destacou Diego Passos.
A operação resultou em quatro prisões preventivas: três em Patos (nos bairros Belo Horizonte e Noé Trajano) e uma na cidade de Cascavel, no Ceará. Dois dos alvos em Patos foram presos especificamente por ocultar patrimônio oriundo dos ataques.
A polícia desferiu um duro golpe financeiro na quadrilha com as seguintes apreensões:
Os detidos agora ficam à disposição da Justiça. "Eles passarão por audiência de custódia e serão encaminhados para o presídio", concluiu o delegado. A ação contou com o apoio da DRF, Draco, GTE de Itaporanga e da Polícia Civil do Ceará, reforçando o combate ao crime organizado interestadual.
Por Pabhlo Rhuan