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Bombeiros resgatam casal de jovens de Patos após ficarem ilhados pela cheia do Rio da Cruz, em Mãe d’Água
Vítimas ficaram presas pela correnteza no Rio da Cruz ao tentarem retornar da Cachoeira dos Batentes; Sargento Anderson, do 4º BBM de Patos, detalhou a operação de salvamento
09/04/2026 10h06
Por: Redação

Um passeio à Cachoeira dos Batentes, no município de Mãe d’Água, quase termina em tragédia na tarde desta quarta-feira. Um casal de jovens precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros após ficar ilhado devido à rápida cheia do Rio da Cruz, provocada pelas fortes chuvas que atingem a região de Patos.

Segundo o Sargento Anderson, do 4º BBM, que efetuou o resgate, o casal atravessou a passagem molhada quando o nível da água ainda estava baixo e sem correnteza. No entanto, ao tentarem retornar no final da tarde, foram surpreendidos por um cenário completamente diferente.

"A chuva forte elevou o nível da água e trouxe uma correnteza forte. O fato de nenhum dos dois saber nadar agravou a situação, mas, por sorte, eles conseguiram sinal de celular e nos enviaram a localização exata via 193", explicou o Sargento.

AA equipe de Busca e Salvamento utilizou técnicas de resgate em área de risco para alcançar as vítimas. Os militares ancoraram cordas em árvores para criar uma rota segura de travessia.

"Eu fiz a primeira travessia, cheguei até eles e passei as orientações. Notei que o rapaz estava mais apreensivo, então optei por trazê-lo primeiro. Fiz a ancoragem dele na corda, coloquei o colete flutuante e o pessoal da margem fez o nosso içamento", detalhou o Sargento Anderson. Logo em seguida, a jovem também foi resgatada com segurança.

O Sargento Anderson fez um alerta importante sobre os perigos de banhos em rios e cachoeiras durante o período chuvoso. Ele destacou que a geografia da Cachoeira dos Batentes é irregular e perigosa.

"Muitos mananciais estão enchendo ou sangrando, como a Barragem da Farinha. Naquele local, o terreno é muito instável: em um ponto dá pé, em outro já é profundo. Eles tiveram muita sorte, pois poderiam ter caído em um buraco já na primeira travessia. Sem equipamento e sem saber nadar, essa história poderia ter terminado de forma trágica", finalizou o militar.

Por Pabhlo Rhuan