As recentes chuvas e a sangria dos mananciais no Sertão têm levado a população a comemorar com festa. No último domingo (12), a Barragem da Farinha, em Patos, tornou-se o principal ponto de encontro para quem busca lazer e refresco. No entanto, o que deveria ser apenas diversão tem se tornado cenário de aventuras perigosas que podem terminar em tragédia.
Imagens registradas por frequentadores mostram o exato momento em que um homem pula do topo do "balde" da barragem diretamente no vertedouro (sangradouro). Segundo dados da AESA, a estrutura possui cerca de 13 metros de altura. Felizmente, o homem não se feriu, mas o impacto de uma queda dessa altura, se feita de forma incorreta, pode causar lesões graves, traumas irreversíveis ou até o óbito imediato. Além disso, o salto coloca em risco outros banhistas que estejam na parte inferior da estrutura.
Ver esta publicação no InstagramUma publicação partilhada por Pabhlo Rhuan Notícias (@pabhlonoticias)
Em entrevista ao Pabhlo Notícias, a Tenente Raíssa, do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM), reforçou que o local, apesar de tradicional, apresenta riscos extremos. "Já temos ocorrências de traumas no local, como fraturas em pernas e braços de pessoas que pularam. O vertedouro é uma área de risco", alertou.
A oficial também destacou o perigo de quedas acidentais. "Muitas pessoas passam por cima da estrutura onde a água verte. Ali cria-se um lodo e a pessoa pode escorregar. Com a força da água após uma chuva, o risco de ser arrastado e cair no vertedouro é enorme", explicou.
Outro ponto crítico levantado pela Tenente é a combinação de bebidas alcoólicas com o banho. O álcool reduz os reflexos, compromete o equilíbrio e a capacidade de julgamento, aumentando as chances de afogamentos em tentativas de travessia a nado.
Quanto aos pequenos, a recomendação é clara: "A criança deve estar sempre à distância de um braço do responsável", enfatizou a Tenente Raíssa, reforçando que a atenção deve ser total e ininterrupta.
Ouça:
Loading...
O Corpo de Bombeiros orienta que a população aproveite as chuvas e as belezas naturais, como cachoeiras e açudes, mas sempre com responsabilidade. "A prevenção ainda é a melhor forma de preservar vidas", concluiu a oficial.
Por Pabhlo Rhuan