A Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos trouxe novos detalhes sobre a morte de Danilo Nóbrega Vieira, de 29 anos, encontrado sem vida na madrugada desta quinta-feira (23), em um motel às margens da BR-361. Embora a cena inicial apresentasse objetos quebrados, a perícia e a análise de imagens reforçam a tese de morte natural.
Em entrevista ao portal Pabhlo Notícias, o delegado Dr. Claudinor Lúcio, que comandou a equipe no local, explicou que a suspeita inicial de homicídio foi levantada devido à desordem no quarto, onde foram encontrados uma garrafa e uma perna de cadeira quebradas. No entanto, após o manuseio do corpo pelos peritos do IPC, a hipótese de violência perdeu força.
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“Conseguimos visualizar a parte da frente do corpo e vimos que não havia lesões externas, cortes ou sinais de luta corporal. A vítima apresentava uma condição física que permitiria oferecer resistência, e as pessoas que estiveram com ele saíram calmamente, sem ferimentos”, detalhou o delegado.
A investigação já teve acesso às imagens de segurança do estabelecimento. Segundo o Dr. Claudinor, Danilo ingressou no local sozinho. Posteriormente, um casal foi até o quarto, saiu rapidamente e, tempos depois, retornou, sendo este o momento em que o SAMU foi acionado.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o estado de saúde e os hábitos da vítima nas horas que antecederam o óbito. Danilo estava há quase 20 horas no quarto, sem comer e sem dormir.
“A presença de entorpecentes no local e o longo período de privação de sono e alimentação podem ter acarretado a morte. Pode ter sido uma causa natural potencializada pelo uso dessas substâncias”, pontuou o delegado Claudinor Lúcio.
Apesar dos fortes indícios de morte natural, a Polícia Civil mantém a cautela. Foram feitas requisições para os exames cadavérico e toxicológico já foram feitas.
O corpo de Danilo Nóbrega, que reside no Conjunto Bivar Olinto, foi identificado por familiares no Numol de Patos. A DHE segue aguardando os resultados laboratoriais para concluir o inquérito.
Por Pabhlo Rhuan