Polícia Policial
Polícia Federal investiga organização criminosa suspeita de fraudar empréstimos na Paraíba
Investigados recrutavam pessoas para abrir contas falsas e realizar saques imediatos; mandados foram cumpridos na manhã desta terça (5)
05/05/2026 10h33 Atualizada há 4 meses
Por: Redação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Barco de Teseu. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra agências da Caixa Econômica Federal. O grupo recrutava pessoas para abrir contas falsas e realizar empréstimos que eram sacados ou transferidos imediatamente para laranjas.

O Esquema na Paraíba

As investigações apontam que o grupo agia intensamente em território paraibano. As cidades de Picuí, Cuité, Areia e Esperança foram os principais alvos dos criminosos. Segundo a PF, somente nas cidades de Areia e Esperança, os golpes causaram um prejuízo superior a R$ 72 mil aos cofres da Caixa Econômica.

O modus operandi consistia na utilização de documentos falsos para a abertura de contas e contratação de crédito. Assim que o valor era liberado pela instituição financeira, os criminosos realizavam o saque total ou pulverizavam o dinheiro em diversas contas de interpostas pessoas para dificultar o rastreio.

Mandados e Prisões

Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela 16ª Vara Federal da Paraíba. As ordens foram executadas nas residências dos investigados localizadas em Olinda e São Lourenço da Mata, no estado de Pernambuco.

Ao longo de toda a investigação, três pessoas já haviam sido presas em flagrante. Além dos mandados de busca, o Juízo Federal determinou o sequestro de bens de todos os envolvidos, medida que visa garantir o ressarcimento dos valores subtraídos da instituição pública.

Os investigados responderão por crimes graves, cujas penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão. Entre os delitos estão:

O nome da operação, "Barco de Teseu", faz referência ao paradoxo filosófico sobre a identidade de algo que tem suas partes substituídas, aludindo à forma como os criminosos "trocavam" as identidades e as contas para manter o esquema funcionando.

Por Pabhlo Rhuan