A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Otávio Pires de Lacerda, conhecida como UPA do Campo da Liga, em Patos, no Sertão da Paraíba, foi alvo de vandalismo e desacato na noite desta segunda-feira (20). Segundo a direção da unidade, essa não é a primeira ocorrência envolvendo o mesmo indivíduo.
De acordo com a administração, um usuário frequente do serviço danificou uma das portas da UPA e desacatou profissionais de saúde após ter um pedido de internação negado por não apresentar indicação clínica.
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Ainda conforme a direção, o homem relata ser portador de tuberculose, doença transmissível, porém a unidade esclareceu que o tratamento não é realizado em regime de internação na UPA, sendo feito de forma contínua em domicílio, com uso de medicação e acompanhamento pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A gestão informou que o paciente costuma simular sintomas com o objetivo de conseguir internação no setor de isolamento.
A administração relatou ainda que o homem tenta permanecer na unidade para usufruir da estrutura, como ar-condicionado e alimentação, mas se recusa a receber medicação e, quando apresenta melhora clínica, não aceita deixar o local.
A confusão registrada à noite foi precedida por outras tentativas de atendimento ao longo do dia. Pela manhã, o homem deu entrada na UPA, foi medicado e recebeu alta, porém se recusou a sair da unidade. No período da tarde, retornou apresentando as mesmas queixas.
Já à noite, ele compareceu à UPA por mais duas vezes. Na última tentativa, ao ser informado novamente de que não havia necessidade de internação, reagiu de forma agressiva. Ao deixar a recepção, teria puxado com força uma das portas, causando danos à estrutura, além de proferir xingamentos e ameaças contra os funcionários de plantão.
A direção informou que toda a ação foi registrada pelo sistema de câmeras de segurança da unidade. As imagens mostram tanto o momento do dano ao patrimônio quanto a abordagem agressiva contra os profissionais da recepção.
O material deverá ser utilizado para o registro de um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil. A gestão da UPA reforçou que a unidade não pode ser utilizada como local de estadia, que o serviço é destinado a casos reais de urgência e emergência, e lamentou os ataques sofridos pelos profissionais no exercício de suas funções.
Por Pabhlo Notícias