Em uma manhã marcada por forte emoção, a adolescente Maria Rita, de 16 anos, recebeu alta médica do Complexo Hospitalar Regional de Patos nesta quarta-feira (13). Sobrevivente da trágica colisão ocorrida no último dia 3 de maio, no bairro Jardim Guanabara, em Patos, a jovem deixou a unidade hospitalar dez dias após o acidente que vitimou sua irmã, a fisioterapeuta Maria de Fátima. A notícia foi confirmada pela mãe das jovens, Darlyanne, que descreveu a recuperação da filha como um "milagre", mas reforçou o pedido de orações para o início do processo de luto da família fora do ambiente hospitalar.
Através de suas redes sociais, Darlyanne compartilhou a alegria pela vida de Maria Rita, mas não escondeu a apreensão pelo que virá a seguir. A adolescente, que enfrentou lesões severas na bacia e passou dias sob observação rigorosa, ainda precisa ser informada sobre o falecimento da irmã, de quem era muito próxima.
"Chegou o dia mais feliz de ir para casa, mas para mim o dia mais triste também, porque vou ter que contar a Maria Rita. Eu costumo dizer que aguento o tranco, mas não sei como está o coraçãozinho dela. Agora é que começa o nosso luto", desabafou a mãe em vídeo.
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O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de maio, na Rua São José. As irmãs e uma amiga, Ítaly Lívia, que recebeu alta na última segunda-feira, seguiam em uma motoneta Honda Biz quando foram atingidas frontalmente por um Fiat Mobi em alta velocidade e na contramão.
A condutora da moto, a fisioterapeuta e atleta Maria de Fátima, faleceu horas após o impacto. O motorista do carro, George Vilar Leite, de 39 anos, segue preso preventivamente. A Justiça readequou a tipificação do crime para homicídio doloso, entendendo que o condutor assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e em alta velocidade.
Maria Rita deixa o hospital consciente e orientada, mas deve seguir com acompanhamento rigoroso para a recuperação das lesões ósseas. Para a família, a saída do ambiente hospitalar marca o fim de uma vigília médica, mas o início de uma longa jornada de superação emocional e busca por justiça.
Por Pabhlo Rhuan