Polícia EXCLUVISO!
Pabhlo Rhuan conversa com esposa de homem morto na PB-262 e detalha momentos de terror ao ver marido ser morto
m entrevista ao Pabhlo Notícias, companheira da vítima narra a execução do marido, desmente boatos sobre a motivação do crime e atualiza estado de saúde do filho
26/05/2026 14h42 Atualizada há 4 semanas
Por: Redação
Foto: Reprodução

Um crime de homicídio com características de execução chocou os moradores da região de Patos, no Sertão da Paraíba, na noite do último sábado (23). João Batista Vieira, de 27 anos, foi morto a tiros enquanto trafegava em uma motocicleta pela rodovia PB-262, no trecho que liga Patos a São José do Bonfim. A vítima estava acompanhada da esposa e do filho pequeno, que presenciaram toda a ação criminosa.

Em entrevista exclusiva ao Pabhlo Notícias, a companheira de João Batista narrou, com detalhes, a abordagem criminosa. O casal e o filho de apenas um ano e cinco meses retornavam para casa quando foram interceptados.

 
 
 
 
 
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"A gente estava na casa da minha sogra. Quando passamos pelo sítio do Barão, uma moto emparelhou com a gente. O ocupante estava sem camisa, encapuzado e de capacete. Ele anunciou o assalto. No momento em que meu marido virou o rosto para olhar, ele atirou", relatou a esposa, visivelmente abalada.

Segundo o relato, após o disparo inicial, a vítima perdeu o controle da motocicleta e caiu em uma área de vegetação às margens da rodovia. Foi neste momento que o executor retornou para finalizar a execução:

"Quando vi o clarão da moto, era ele voltando. Eu estava abraçada com meu filho, com medo de morrer junto com ele. Ele mandou eu sair de perto e disse que o problema não era comigo. Eu implorei para ele não fazer aquilo, dizendo que meu marido tinha três filhos para criar. Ele apenas gritou: 'cala a sua boca, senão eu mato você e seu filho'. Enquanto eu me afastava, ouvi os disparos e o barulho da moto sendo jogada sobre o corpo dele".

Contestação sobre a motivação e saúde do filho

A companheira da vítima fez questão de esclarecer as informações que circularam em outros veículos sobre a motivação do crime, negando que o homicídio esteja relacionado ao tráfico de drogas. "Ele devia 800 reais, mas não era de droga. Era para comprar itens para a nossa casa. Meu marido era usuário, mas não vivia do tráfico. Não acredito que esse tenha sido o motivo", afirmou.

Sobre o estado de saúde da criança que estava no veículo, a mulher informou que o filho sofreu uma fratura na perna. "Meu filho quebrou a perna e está engessado. Não precisou de cirurgia no momento, mas terá que ficar um mês com o pé imobilizado".

Ao ser questionada sobre como descrever o momento em que se viu no meio do fogo cruzado, a viúva desabafou: "Foi um momento muito difícil. Eu senti que ia morrer, que meu filho ia morrer. Não tem nem explicação para o que estou sentindo".

Perícia técnica aponta execução

A equipe do Pabhlo Notícias conversou com o perito criminal Adriano Medeiros, que detalhou os bastidores técnicos da cena do crime. Segundo ele, o local apresentava vestígios materiais significativos, permitindo a reconstituição dos últimos momentos da vítima.

“Identificamos que ele conduzia a motocicleta no sentido Patos/São José do Bonfim quando foi surpreendido. Foi efetuado pelo menos um disparo já com os veículos em movimento. Após cinquenta metros desse primeiro impacto, a vítima saiu da pista e caiu na vegetação. Após essa queda, o executor disparou pelo menos mais seis vezes contra o jovem”, explicou o perito.

A análise preliminar das lesões confirma, segundo Medeiros, que a vítima não teve chances de defesa. “Constatamos que se tratou de um crime de execução. A localização das lesões estava concentrada no pescoço e na face. Já confeccionei e disponibilizei o laudo para a delegacia competente para que os vestígios coletados ajudem a identificar o calibre e o tipo da arma utilizada”, pontuou.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar os autores do crime e a real motivação do homicídio.

Por Pabhlo Notícias