João Lima, que cumpria prisão no Presídio do Róger, foi encaminhado à Penitenciária de Segurança Média, em Mangabeira, para os procedimentos de instalação do dispositivo de monitoramento eletrônico. A defesa do cantor foi procurada pela reportagem e informou que ainda deve se pronunciar sobre o caso.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) é robusta e aponta para uma série de crimes graves cometidos contra Raphaella Brilhante. João Lima responde por:
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, pontuou que o recebimento da denúncia representa um passo fundamental para o processo. “Isso não é uma condenação, mas é o reconhecimento de que há indícios concretos de autoria e materialidade. Para a Raphaella, isso tem um peso muito grande, pois a dor narrada passa a ser uma acusação formal, construída com base em provas, laudos e depoimentos”, afirmou.
As investigações ganharam notoriedade após a divulgação de vídeos de câmeras de segurança que registraram cenas de agressão. Segundo os autos, os episódios de violência tiveram início logo após o casamento do casal, em novembro de 2025.
Em um dos registros descritos na denúncia, datado de 18 de janeiro, o cantor teria agredido a vítima com socos e amordaçamento. O documento aponta ainda que, em um momento de extremo abuso, o réu teria entregue uma faca à ex-esposa, ordenando que ela tirasse a própria vida. Dias depois, ele teria ido à casa dos pais da vítima e ameaçado matá-la caso ela iniciasse um novo relacionamento.
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