Política OPERAÇÃO!
Delegado e agentes da Polícia Civil são presos em operação contra o tráfico de drogas na Paraíba
Operação “Perfídia” investiga vazamento de informações sigilosas e corrupção; Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões dos envolvidos
02/06/2026 08h56 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: g1 PB

Na manhã desta terça-feira (2), uma operação da Polícia Civil deflagrada em João Pessoa resultou na prisão do delegado Braz Morrone e de dois agentes da corporação. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e corrupção, atuando no repasse de informações sigilosas para criminosos.

A Operação Perfídia

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), por intermédio da DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), em uma atuação integrada com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). A ação, que investiga o uso da estrutura do Estado para favorecer atividades ilícitas, mobilizou 115 policiais e contou com o emprego de 35 viaturas.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões das contas dos investigados. O nome da operação, "Perfídia", faz alusão à traição e deslealdade atribuídas aos agentes públicos envolvidos.

Envolvimento dos agentes

Entre os presos estão dois investigadores com funções específicas na estrutura da organização:

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

 

Além dos policiais, a operação cumpriu mandados contra :

Até o momento, as defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar as acusações.

Foto: Divulgação/PCPB

 

A operação contou com o apoio de uma ampla rede de segurança, incluindo a Corregedoria da SESDS; as delegacias especializadas (DRE, DESARME, GOE, DIOP, Delegacia de Crimes Cibernéticos e DRF/Patos); grupos táticos das Delegacias Seccionais de Esperança, Juazeirinho, Catolé do Rocha, Picuí, Itabaiana, Itaporanga e Guarabira; a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, por intermédio da Força Tática Penitenciária.

Por Pabhlo Notícias com g1 PB