O exame cadavérico realizado no corpo do bebê Muryell Asafe de Sousa Nunes, de apenas dois meses de idade, confirmou que a morte foi causada por asfixia decorrente de broncoaspiração. O laudo afasta qualquer hipótese de crime ou de violência física.
A informação foi confirmada pelo chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras ao jornalista Pabhlo Rhuan.
Em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, o médico legista e chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras, Luiz Rustenes Fernandes, detalhou os achados da necropsia para esclarecer as dúvidas surgidas durante a perícia inicial no local.
Segundo o perito, não foi evidenciado nenhum tipo de lesão violenta. Ele explicou que o sangue e a espuma encontrados na região do nariz são achados comuns em casos de asfixia, fenômeno conhecido na medicina legal como “cogumelo de espuma”.
Em relação às marcas no pescoço que levantaram suspeitas de estrangulamento, o médico esclareceu que se tratavam de livores cadavéricos, um fenômeno natural pós-morte. Essas manchas arroxeadas são causadas pelo acúmulo de sangue nas áreas mais baixas do corpo, em razão da gravidade, após a parada cardíaca.
O legista explicou ainda que, ao realizar o teste de pressão, as marcas desapareciam momentaneamente, o que confirma que se tratavam de livores e não de hematomas provocados por agressão.
OUÇA:
Loading...
Luiz Rustenes Fernandes
Perito Oficial Médico Legista e Chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Cajazeiras
O bebê foi encontrado sem vida pela própria mãe durante a madrugada. Segundo relato às autoridades, ela acordou para amamentar e percebeu que o filho estava desfalecido e com sangramento no nariz. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas apenas constatou o óbito.
No momento do ocorrido, estavam na residência a mãe, uma filha adolescente e o namorado da jovem. O pai da criança estava em São Paulo, onde trabalha.
A Polícia Civil acompanhou o caso desde o isolamento da área até o encaminhamento do corpo ao Numol, sob coordenação do delegado Dácio Bezerra.
Com a confirmação da causa natural da morte, o inquérito policial deverá ser concluído sem indiciamento por crime violento.