Patos e Região Patos
Idoso de 68 anos relata angústia diante de possível retirada de imóvel próximo ao Terreiro do Forró, em Patos
Prefeitura de Patos classifica local como Área de Preservação Permanente (APP) e nega determinação de desocupação imediata
16/06/2026 15h40 Atualizada há 5 dias
Por: Redação
Foto: Reprodução

A angústia tomou conta da rotina do senhor Rafael Batista de Araújo, de 68 anos. Residente há mais de quatro décadas nas proximidades da Ponte do São Sebastião, ao lado do Terreiro do Forró, o idoso teme perder a casa que construiu ao longo de uma vida inteira. A situação, que já gerava preocupação, agravou-se com o início das obras de preparação e ampliação do espaço para as festividades juninas.

Bianca Russelle Neves Aires, filha do morador, procurou o portal Pabhlo Notícias nesta terça-feira (16) para denunciar o que descreve como intimidações para a saída forçada do local. Segundo ela, nos últimos dias, máquinas que trabalham na área teriam destruído cercas, plantas e estruturas erguidas pelo pai.

"Meu pai vai fazer anos e está desesperado. Tudo o que existe ali foi construído por ele. Derrubaram cercas, árvores e estão tentando fazer com que ele saia à força. Ele está chorando e sem saber a quem recorrer", afirmou Bianca.

A filha do idoso admite que não há documentação de propriedade do terreno e informa que a família busca na Justiça, há anos, a regularização. Sobre as alternativas oferecidas pelo poder público, Bianca afirma que o aluguel social proposto não é visto como uma solução justa, e manifesta o desejo de que a Prefeitura apresente uma proposta que garanta mais estabilidade ao idoso.

 
 
 
 
 
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O posicionamento da Prefeitura de Patos

Nossa equipe buscou a Procuradoria-Geral do Município para esclarecer o impasse. Em nota, a Prefeitura de Patos informou que acompanha o caso e classificou a residência como uma ocupação irregular, situada em uma Área de Preservação Permanente (APP).

O procurador-geral do Município, Alexsandro Lacerda, negou que tenha havido qualquer determinação de retirada imediata do morador. Segundo o gestor, a presença das equipes no local teve caráter orientativo.

“Em nenhum momento o município determinou a retirada imediata do senhor Rafael. Nossa equipe foi ao local para orientar, informar sobre a irregularidade da ocupação e oferecer o apoio necessário para que ele possa regularizar sua situação por meio das políticas públicas disponíveis, como o aluguel social e os programas habitacionais do município”, destacou o procurador.

A administração municipal reforçou que o objetivo central é conciliar o cumprimento da legislação ambiental com a assistência social, garantindo que o morador não fique desamparado. O caso segue em acompanhamento pelas secretarias competentes, como a de Habitação.

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Alexsandro Lacerda, procurador-geral do município

Por Pabhlo Rhuan