Polícia INVESTIGAÇÃO
Prefeitura e Polícia Militar iniciam cronograma para apagar pichações de facções em Patos; São Judas Tadeu é o primeiro ponto atendido
Ação conjunta atende a recomendação do Ministério Público; cronograma segue nos próximos dias para os bairros Alto da Tubiba, Jatobá e Maternidade com reforço na segurança e abordagens
27/08/2026 10h44
Por: Redação
Foto: Pabhlo Rhuan

A Prefeitura de Patos, em parceria com a Polícia Militar da Paraíba (PMPB), deu início nesta quinta-feira (27) a um cronograma estratégico para a remoção de pichações que fazem alusão a organizações criminosas em muros e equipamentos públicos da cidade. A mobilização atende a uma recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), emitida após inquérito civil instaurado para apurar os danos causados ao patrimônio público e privado.

O ponto de partida da operação foi a residencial São Judas Tadeu, escolhida por concentrar o maior volume de inscrições mapeadas pelos órgãos de segurança. A Secretaria de Serviços Públicos está à frente da pintura dos locais afetados, enquanto a Polícia Militar garante a segurança das equipes e executa abordagens preventivas na região.

Planejamento e execução da limpeza urbana

De acordo com o procurador-geral do município, Alexsandro Lacerda, a iniciativa é fruto de um alinhamento direto com as forças de segurança estaduais.

"Estamos dando início a um calendário que montamos em conjunto com as forças de segurança de Patos, através da Polícia Militar e do 3º Batalhão, comandado pelo tenente-coronel Deuslânio. O São Judas Tadeu foi o local escolhido justamente por ser onde havia a maior intensidade de pichações", explicou o procurador.

Alexsandro Lacerda detalhou ainda que o cronograma prevê dois dias dedicados exclusivamente à supressão das marcas no São Judas Tadeu. Na sequência, a força-tarefa seguirá para os demais pontos indicados pelo Ministério Público.

"Após este procedimento, iremos para os outros pontos da cidade indicados na recomendação: Alto da Tubiba, Maternidade e Jatobá. Como lá a quantidade é menor, acreditamos que em mais dois dias resolveremos. O trabalho está sendo feito pela Secretaria de Serviços Públicos, recebendo todo o apoio da fiscalização intensiva e ostensiva da Polícia Militar", completou.

Resposta rigorosa e apelo da Polícia Militar

O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), coronel Deuslânio Menezes, enfatizou que a atuação da corporação vai muito além de dar suporte aos servidores municipais. Segundo ele, o serviço de inteligência da PM está atuando de forma estratégica para identificar os vândalos.

"Estabelecemos um calendário para cumprir a determinação do Ministério Público. Além de estarmos promovendo a segurança dos agentes da Prefeitura, estamos aproveitando para fazer abordagens, fiscalização de trânsito e orientação aos moradores. Quem está praticando isso são elementos individuais e pontuais que querem causar terrorismo e impor medo. A Polícia Militar não vai descansar enquanto não capturar os verdadeiros culpados", alertou o comandante.

O coronel destacou que, caso novos atos de vandalismo ocorram, a tropa permanecerá de prontidão no interior das comunidades afetadas.

"Nosso serviço de inteligência está aqui infiltrado. Se porventura voltarem a praticar fatos dessa natureza, nós não vamos sair deste bairro; o policiamento será 24 horas até capturar quem está causando isso. A maioria da população aqui é formada por pessoas de bem, trabalhadoras, pais de família e crianças. Pedimos que ajudem a polícia fazendo denúncias anônimas. O cidadão é parte da segurança pública e vamos tirar de circulação essa minoria que quer aterrorizar famílias", concluiu coronel Deuslânio.

Próximas etapas do cronograma

Com a conclusão dos trabalhos no São Judas Tadeu prevista para esta sexta-feira (28), a força-tarefa da Prefeitura e da Polícia Militar voltará suas frentes para os bairros Alto da Tubiba, Jatobá (nas imediações da Escola Estadual Professor José Gomes Alves) e Maternidade, com o objetivo de restabelecer a ordem urbana e a tranquilidade nessas localidades.

Por Pabhlo Rhuan