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Polícia Federal deflagra 2ª fase da Operação Arena contra lavagem de dinheiro e evasão de divisas na PB
Ação realizada nesta quinta-feira (17) cumpre mandados de busca e apreensão e prisão preventiva com foco em esquema investigado desde a primeira fase, que envolve apostas esportivas e desvio de recursos
17/09/2026 09h01
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Arena. A nova ofensiva investiga crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e delitos contra a ordem tributária e financeira, com mandados sendo cumpridos em Campina Grande, no Agreste paraibano, e na capital João Pessoa.

Nesta etapa, as equipes policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de medidas judiciais de sequestro de bens. O alvo da ordem de prisão preventiva foi localizado e detido no balneário de Jacumã, localizado no Litoral Sul da Paraíba. Até o momento, as autoridades federais não detalharam os endereços específicos onde as diligências estão ocorrendo, mantendo a apuração em andamento.

Investigação e desdobramentos da Operação Arena

A Operação Arena teve sua primeira fase deflagrada em agosto, em uma atuação conjunta entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Receita Federal, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de utilizar o setor de apostas esportivas para movimentações financeiras ilícitas.

Na ocasião inicial, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em estados como Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Na época, a Justiça determinou a quebra de sigilos bancário e telemático, além de um expressivo bloqueio e sequestro de bens estimado em até R$ 1,1 bilhão.

De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Federal, o esquema criminoso consistia no envio de recursos de apostas para uma empresa de fachada registrada em Curaçao, paraíso fiscal no Caribe. Posteriormente, o montante retornava ao território brasileiro simulando o pagamento por serviços que, segundo apontam as investigações, nunca foram prestados.

Na primeira fase da operação, a sede da empresa Pixbet, situada em Campina Grande, foi alvo das diligências e segue sob investigação no inquérito. Outro alvo de destaque na etapa anterior foi o escritório do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. À época, a defesa de Wilians declarou que a relação com a empresa investigada era estritamente profissional, decorrente de serviços advocatícios prestados, enquanto os representantes da Pixbet afirmaram ter sido pegos de surpresa pela medida cautelar e que se manifestariam formalmente após acesso integral aos autos.

Por Pabhlo Rhuan