
O magistrado determinou a realização de uma perícia especializada nos sistemas, plataformas, código-fonte e bancos de dados da Pixbet. O objetivo é verificar se os mecanismos de identificação, biometria e proteção contra menores funcionam de forma adequada e se apresentam possibilidade de serem burlados.
A Rede Paraíba procurou a defesa da Pixbet, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Ministério da Fazenda já havia suspendido operações
Antes da determinação judicial, o Ministério da Fazenda já havia ordenado a suspensão imediata das operações da Pixbet, empresa de apostas esportivas sediada em Campina Grande, na Paraíba.
Uma medida cautelar adotada em agosto também determinou o cancelamento das apostas que estavam em andamento e a devolução dos valores apostados aos usuários.
As medidas são resultado da Operação Arena, deflagrada no dia 13 de agosto pela Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Fazenda e Receita Federal. A investigação apura um grupo empresarial suspeito de envolvimento em evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
O proprietário da Pixbet, Ernildo Júnior, foi abordado por agentes da Polícia Federal em Campina Grande, na quinta-feira (2). Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, foram apreendidos o veículo em que ele estava e seu aparelho celular.
Operação Arena investiga grupo empresarial
A Operação Arena apura a atuação de um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras localizadas no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos obtidos por meio da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A investigação também resultou em medidas de quebra de sigilo bancário e telemático, além do sequestro de até R$ 1,1 bilhão.
Na Paraíba, a sede da Pixbet, localizada em Campina Grande, foi alvo de mandado de busca e apreensão. A residência de um homem apontado como "laranja" do grupo também foi alvo da operação.
Segundo as investigações, os envolvidos podem responder por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outras infrações contra o sistema financeiro nacional.
Em nota, a defesa da Pixbet informou que ainda não teve acesso à decisão que autorizou a operação e que irá se manifestar após analisar o documento.
Por Taisi Marcolino I Pabhlo Notícias