Um momento de muita fé e alívio marcou a vida da jovem Ítaly Lívia Nóbrega Dias, de 19 anos, e de sua família nesta segunda-feira (11). Após oito dias de internação e cuidados médicos, a jovem recebeu alta do Complexo Hospitalar Regional de Patos e já está em casa, onde dará continuidade à sua recuperação.
Ítaly havia passado por um procedimento ortopédico definitivo na última quinta-feira (7). Segundo a assessoria da unidade, ela apresentou estabilidade hemodinâmica e excelente evolução clínica, o que permitiu sua liberação para o convívio familiar.
O retorno foi compartilhado com forte emoção nas redes sociais por sua irmã, que também se chama Ítaly. Em uma mensagem carregada de sensibilidade, ela destacou a importância deste novo ciclo:
“Hoje foi um dia ímpar em sua vida: o dia da sua alta. Agora é tempo de recuperar, de respirar aliviadas, e seguir um dia de cada vez, com fé de que Deus ainda tem muitos recomeços lindos para você”, escreveu.
Já a adolescente Maria Rita, de 16 anos, que enfrentou um quadro de maior complexidade devido a lesões severas na bacia, continua internada sob observação. De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda (11), a paciente está consciente, orientada e com quadro clínico estável.
Apesar da melhora, a equipe optou por mantê-la na unidade para garantir uma assistência mais rigorosa do que a que teria em ambiente domiciliar. No momento, ainda não há previsão oficial para sua alta.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 3 de maio, na Rua São José, no bairro Jardim Guanabara. Três jovens seguiam em uma motoneta Honda Biz quando foram atingidas frontalmente por um Fiat Mobi que trafegava em alta velocidade e na contramão.
A condutora da moto, a fisioterapeuta e atleta Maria de Fátima, infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu horas após o impacto. Sua morte gerou grande comoção e diversas manifestações por paz e justiça em Patos.
O motorista do automóvel, George Vilar Leite, de 39 anos, continua preso preventivamente. Recentemente, a Justiça readequou a tipificação do crime para homicídio doloso, por entender que o condutor assumiu o risco de matar ao dirigir sob efeito de álcool, em alta velocidade e na contramão de direção.
Por Pabhlo Rhuan | Pabhlo Notícias