
O desvio de três tablets da Escola Municipal Professora Maria do Carmo Lima da Silva, no bairro Belo Horizonte, em Patos, ganhou novos desdobramentos após a conclusão da investigação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). O caso, que lesou o patrimônio pedagógico dos estudantes, resultou no indiciamento de três funcionárias por envolvimento direto na subtração e receptação dos aparelhos.
Em entrevista exclusiva ao jornalista Pabhlo Rhuan, o delegado Thitto de Amorim explicou que o acesso facilitado ao ambiente escolar permitiu que funcionárias do setor de serviços gerais desviassem os bens. O delegado detalhou que a destinação dos aparelhos foi diversa: um foi vendido a uma professora, que o devolveu ao ser notificada, e dois foram entregues como "presentes" a familiares de outra envolvida.
Ver esta publicação no Instagram“Essas funcionárias, por serem vinculadas à administração pública, respondem pelo crime de peculato, com pena de até 12 anos. Já a pessoa que adquiriu o item, sabendo da origem ilícita e pagando valor abaixo do mercado, responde por receptação”, esclareceu o delegado, reforçando que o genro da suspeita não será indiciado, pois ficou provado que ele desconhecia a ilegalidade.
A secretária de Educação, Adriana Carneiro, comentou o caso durante o programa Cidade em Debate. Ela destacou o choque da gestão diante da quebra de confiança, dado que as servidoras eram consideradas pessoas próximas e de extrema credibilidade.
“Eram profissionais de total confiança. Jamais imaginaríamos que poderiam cometer algo nesse sentido, mas, independentemente disso, a justiça foi feita”, afirmou a secretária.
Adriana esclareceu as medidas tomadas pela pasta: duas das servidoras foram demitidas imediatamente após a confirmação do envolvimento. Quanto à terceira envolvida, por tratar-se de funcionária efetiva, foi aberto o devido procedimento administrativo para tratar o caso conforme as normas do estatuto do servidor.
A secretária ressaltou que a gestão não tolerará desvios e que o episódio serve como um alerta para toda a rede municipal. “As fiscalizações serão reforçadas em todas as unidades para garantir que o patrimônio, que pertence ao aluno, seja preservado”, concluiu.
Com o inquérito em fase final, o delegado Thitto de Amorim garantiu que todos os passos estão sendo seguidos para assegurar o direito à ampla defesa, conforme determina a legislação. O material recuperado pela Polícia Civil já está à disposição para retornar à sua finalidade principal: o aprendizado e o suporte pedagógico dos estudantes da rede municipal de Patos.
Por Pabhlo Rhuan
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