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Liberdade recorrente de suspeitos de furto causa revolta em Patos e gera sensação de “enxugar gelo” entre agentes de segurança

Levantamento mostra que, detidos por furtos retornaram às ruas em questão de dias; sentimento de impunidade preocupa forças policiais.

16/07/2026 às 19h40 Atualizada em 16/07/2026 às 20h13
Por: Redação
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Casos recentes registrados em Patos têm reacendido o debate sobre a aplicação de medidas cautelares e das prisões preventivas em crimes de furto. Levantamento realizado pelo Pabhlo Notícias mostra que, somente neste mês de julho, suspeitos presos em flagrante por esse tipo de delito obtiveram liberdade provisória após passarem por audiência de custódia, conforme previsto na legislação.

Um dos casos envolve Adriano Camboim. No último domingo (12), ele foi preso pela Polícia Militar sob suspeita de furtar quatro galinhas em uma propriedade no bairro Jardim Guanabara. Na ocasião, foi colocado em liberdade mediante medidas cautelares.

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Dias depois, o nome do suspeito voltou a aparecer em novas ocorrências. Na quarta-feira (15), ele foi apontado como autor do furto de uma bicicleta no Centro de Patos e, nesta quinta-feira (16), foi novamente detido após a suspeita de furtar uma carteira. Após audiência de custódia, recebeu liberdade provisória. Na decisão, o magistrado entendeu que o crime investigado era de furto simples, sem violência ou grave ameaça e envolvendo bem de pequeno valor, permitindo que o investigado respondesse ao processo em liberdade.

Outro caso ocorreu no dia 6 de julho. Um homem foi preso após arrombar a loja "JV Fashion Kids", no Centro de Patos, causando prejuízo superior a R$ 10 mil. Conforme a investigação, parte dos objetos foi recuperada pela Polícia Militar. O suspeito também foi colocado em liberdade, apesar de ter deixado o sistema prisional poucos dias antes e utilizar tornozeleira eletrônica.

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No processo, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva, sustentando que havia elementos indicando reiteração criminosa e risco à ordem pública. Já a decisão judicial apontou que o delito, embora relevante, não teria sido praticado com violência ou grave ameaça contra pessoas, entendendo que não estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva.

As decisões têm gerado repercussão entre moradores e profissionais da segurança pública. Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que alguns suspeitos são presos mais de uma vez em curto espaço de tempo, o que provoca sensação de frustração diante da repetição das ocorrências.

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A legislação brasileira determina que a medida somente pode ser aplicada quando estiverem presentes os requisitos previstos no Código de Processo Penal, cabendo ao juiz analisar cada caso de forma individual.

Diante desse cenário, cresce o debate sobre a efetividade das medidas cautelares, o combate à reincidência e o equilíbrio entre a garantia dos direitos individuais e a preservação da segurança pública.

Por Pabhlo Rhuan

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