
O agricultor Dionísio Leônidas de Medeiros, de 65 anos, que estava desaparecido desde a última quinta-feira (13), foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (20), na zona rural do município de São Mamede, na Região Metropolitana de Patos. O corpo estava em avançado estado de decomposição e foi formalmente reconhecido por familiares.
De acordo com as informações repassadas pela delegada Silvia Alencar, responsável pela delegacia de São Mamede, ao jornalsita Pabhlo Rhuan, o corpo foi localizado por volta das 8h40, em uma área próxima ao Sítio Brito, nas imediações do Sítio da Baraúna, em direção à saída para Ipueiras. Trabalhadores que passavam pelo local perceberam a presença de aves de rapina (urubus) e foram verificar, imaginando inicialmente tratar-se de um animal morto.
Apesar do estado avançado de decomposição, os parentes reconheceram Dionísio pelas características físicas e pelas vestimentas que utilizava no dia do sumiço, como o chapéu e as botas.
"De acordo com as características do corpo, a roupa utilizada, chapéu, botas, ele foi reconhecido por familiares como sendo realmente o senhor Dionísio", relatou a delegada.
Equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Instituto de Polícia Científica (IPC) e do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL) foram mobilizadas para atender a ocorrência e realizar a remoção do corpo.
O perito criminal Adriano Medeiros, responsável pela perícia no local, informou que não foram encontradas lesões que pudessem indicar um homicídio. Segundo o perito, o corpo apresentava sinais de ataque da fauna local, como a ação de urubus e outros animais, e estava em avançado estágio de putrefação, fatores que, somados, impedem a determinação imediata da causa exata da morte apenas pela análise externa.
A confirmação científica da causa mortis dependerá dos exames cadavéricos que serão realizados pelo NUMOL de Patos.
Dionísio Leônidas havia desaparecido na tarde do dia 13 de agosto, após ser visto pela última vez nas proximidades do Assentamento Belmonte, na zona rural de São Mamede. Familiares relataram à época que o agricultor possuía sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recente e sofria de episódios de confusão mental.
Desde os primeiros dias, uma força-tarefa integrada envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar e o 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) mobilizou recursos como drones e até mesmo um cão farejador (binômio) do Canil de Sousa.
O ponto em que o corpo foi localizado fica a aproximadamente oito quilômetros de distância do local do último avistamento, indicando que ele pode ter caminhado por uma rota divergente das mapeadas pelas equipes de resgate.
Por Pabhlo Rhuan
com informações do Patos Online