
Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI Azul) do Hospital de Trauma de Campina Grande, a enfermeira Luana Figueiredo de Oliveira, de 36 anos, apresenta boa evolução clínica dentro do planejamento terapêutico estabelecido pela equipe médica. A profissional de saúde foi transferida da região metropolitana de Patos após sofrer queimaduras graves ao tentar resgatar o pai, Josinaldo Lopes de Almeida, de 74 anos, durante um incêndio residencial registrado na noite da última terça-feira (1), na Rua Frei Manoel, no bairro do Jatobá.

Em boletim detalhado sobre o quadro clínico da paciente, o médico Jônatas Queiroz explicou a extensão das lesões e as condições atuais de atendimento. "O paciente é sexo feminino de 36 anos, procedente do Sertão, da cidade de Patos. Chega pra gente aqui no Hospital de Trauma de Campina Grande, num contexto de queimadura. Tem 27% da superfície corpórea queimada, atingindo face, pescoço e região de colo", pontuou o especialista.
O médico destacou que, apesar da gravidade inerente ao quadro de trauma térmico, a resposta orgânica da paciente tem superado as expectativas iniciais. "E segue em unidade de terapia intensiva UTI azul aqui do Hospital de Trauma de Campina Grande. No estado geral, grave, porém estável, com boa evolução dentro do que a gente espera pra ela, dentro do que a gente planeja pra ela", afirmou.
Ainda conforme a avaliação médica, a enfermeira permanece sob ventilação mecânica, mas a equipe multidisciplinar já projeta os próximos passos para a recuperação respiratória. "Ela ainda necessita de ficar entubada, mas nossa proposta amanhã é de retirada do tubo, caso a boa evolução dela se persista", declarou o médico Jônatas Queiroz. Os exames laboratoriais e hemogramas coletados encontram-se dentro da normalidade almejada para o tratamento de suporte intensivo.
O sinistro ocorreu quando Luana retornava para casa e deparou-se com o imóvel tomado pelas fumaças e chamas concentradas na área da cozinha e da antessala. Movida pelo instinto de salvar o pai, que possuía limitações de mobilidade decorrentes do mal de Alzheimer, ela tentou arrastar a cadeira onde o idoso estava, mas o móvel ficou travado na passagem. Exposta ao calor intenso e à fumaça densa, a filha sofreu queimaduras na face, pescoço e membros superiores antes de ser socorrida por populares e pelas forças de segurança.
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O laudo pericial emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar confirmou que um defeito em um ventilador de coluna provocou de forma acidental o incêndio que resultou na morte do idoso e deixou sua filha ferida. O major Ricardo Allan, perito de incêndio e explosões do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM), detalhou a dinâmica técnica analisada pelas equipes no interior do imóvel.
"No local, foi observado que o incêndio ficou conflagrado, ficou restrito apenas a uma sala, à parte das chamas, em duas poltronas, que tinham uma quantidade de combustível significativa. Existiam nesse local dois equipamentos eletrônicos, ligados à energia, que era um ventilador de coluna e um mini-compressor, que era utilizado para inflar o colchão que o senhor ficava na poltrona", explicou o oficial.
Após o resgate inicial e os primeiros socorros prestados na Unidade de P Pronto Atendimento (UPA do Jatobá) e no Hospital Regional de Patos, a vítima foi transferida para a unidade referência em trauma na Paraíba devido à complexidade das lesões dérmicas e respiratórias. O incêndio, cujos vestígios periciais apontam para um ventilador totalmente carbonizado próximo à vítima fatal, segue sob investigação das autoridades policiais.
Por Pabhlo Rhuan