
Waldir Marcelo Dantas Wanderley enviou nota de esclarecimento ao portal para rebater acusações de embate político e ameaça; defesa destaca ausência de laços partidários na cidade e pede preservação integral de imagens do circuito interno.
Após a repercussão da matéria veiculada sobre o registro de ocorrência policial envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Matureia, vereador Bruno Wanderley, o cidadão Waldir Marcelo Dantas Wanderley exercitou o seu direito de resposta para apresentar os esclarecimentos oficiais acerca dos fatos ocorridos na Delegacia de Teixeira e no interior da Casa Legislativa.
Na nota enviada à redação, Waldir esclarece inicialmente que não mantém qualquer tipo de disputa política, eleitoral ou partidária com o parlamentar. Segundo o manifestante, seu domicílio eleitoral está fixado em Recife (PE) há mais de vinte anos, sem exercício de atividade político-eleitoral ou pretensão de disputar cargos eletivos em Matureia.
Fiscalização e dinâmica dos fatos
De acordo com o esclarecimento, a relação recente com a Câmara Municipal decorre exclusivamente do exercício da cidadania por meio da fiscalização da administração pública. Waldir afirma que atua mediante requerimentos formais de acesso a informações e documentos relativos a despesas e atos administrativos, registrando que existem protocolos oficiais e respostas expedidas pela própria presidência que comprovam a atividade fiscalizatória.
Sobre o episódio do dia 10 de setembro, o cidadão relata que compareceu à sede do Legislativo pela manhã justamente para protocolar um novo requerimento de acesso a dados sobre gastos públicos, sendo inicialmente atendido por uma servidora da Casa, conforme comprovado por via de documento recebido antes da intervenção do presidente.
Waldir nega veementemente ter ameaçado o vereador Bruno Wanderley ou manifestado intenção de lhe causar mal físico. Conforme pontuado na manifestação, a expressão citada na reportagem ocorreu estritamente no contexto de fiscalização e visava a apuração de eventuais irregularidades administrativas, sentido que, segundo ele, já havia sido esclarecido no momento da abordagem.
Episódio anterior e ausência de intimação
A respeito do incidente prévio citado na ocorrência anterior, o manifestante confirma que houve uma discussão em um estabelecimento comercial motivada por cobranças de respostas a requerimentos de fiscalização de gastos públicos. Contudo, ressalta que até o momento jamais foi intimado, ouvido ou chamado a depor perante a autoridade policial sobre o caso, pontuando que eventual boletim de ocorrência deverá ser avaliado pelas autoridades competentes em conjunto com as provas materiais.
Pedido de videomonitoramento e provas
O autor da nota destaca que todo o incidente ocorrido no dia 10 de setembro em dependências da Câmara Municipal está gravado pelo sistema de videomonitoramento do órgão. Ele informou que já requereu formalmente à autoridade policial a preservação integral das gravações de áudio e vídeo das câmeras internas e externas para atestar a sequência real dos acontecimentos.
"Tenho absoluto interesse em que sejam preservadas e examinadas as gravações completas e sem cortes, inclusive todas as minhas próprias palavras e condutas, para que não prevaleça a versão isolada de qualquer dos envolvidos, mas aquilo que efetivamente puder ser demonstrado pelas provas", declarou.
Por fim, Waldir Marcelo Dantas Wanderley reafirmou que apresentará à Polícia Civil todos os documentos, requerimentos protocolados, respostas e mídias probatórias, reforçando que continuará exercendo de forma legal e documental o direito de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos no município.
por Pabhlo Notícias
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