Domingo, 10 de Maio de 2026
Polícia Policial

Rebelião no presídio de Catolé do Rocha é contida após manhã de tensão

Presos incendiaram colchões e tentaram invadir pavimento superior; Polícia Militar utilizou munição de elastômero para conter o motim

27/04/2026 às 15h00
Por: Redação
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Foto: Reprodução / Pabhlo Rhuan
Foto: Reprodução / Pabhlo Rhuan

Uma operação conjunta entre as polícias Militar e Penal, com apoio do Corpo de Bombeiros, conteve um princípio de rebelião no Instituto Penal de Reeducação Social “Manoel Gomes da Silva”, em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. O motim, registrado na manhã desta segunda-feira (27), mobilizou grupamentos especializados após detentos do pavimento inferior incendiarem colchões e tentarem expandir o conflito para as celas do primeiro andar.

O subcomandante do 12º Batalhão da Polícia Militar (12º BPM), Major Cascudo, detalhou que a guarnição foi acionada por volta das 07h20. Segundo o oficial, a intervenção tática foi necessária para impedir que os detentos rebelados acessassem o nível superior da unidade prisional.

De acordo com o comando policial, as equipes de Rádio Patrulha e Força Tática assumiram pontos estratégicos nas passarelas e guaritas em suporte aos policiais penais. Durante a tentativa de contenção, foi necessário o uso de munição de elastômero (munição não letal) para dispersar os internos que se recusavam a retornar às celas.

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"Nós assumimos as passarelas junto com as guaridas em apoio ao sistema penitenciário. Foi necessário utilizar disparos de munição de elastômero (balas de borracha) para que eles retornassem às celas", revelou o Major Cascudo.

Ouça os detalhes:

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Major Cascudo - subcomandante do 12º Batalhão da Polícia Militar

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP-PB) informou, em nota oficial, que a situação foi totalmente controlada por volta das 10h. O balanço final aponta três feridos com escoriações leves: um policial penal e dois detentos. Todos receberam atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e passam bem.

Equipes da Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (GESIPE) e do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE) realizaram a extração dos presos e a revista das celas para contabilizar os danos materiais e identificar os líderes do motim.

A principal linha de investigação para a causa do conflito aponta para desentendimentos entre grupos rivais durante o banho de sol. A SEAP-PB instaurou um procedimento administrativo para apurar as responsabilidades e aplicar as medidas legais cabíveis aos envolvidos.

Por Pabhlo Rhuan

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