
O Complexo Hospitalar Regional de Patos atualizou, na tarde desta sexta-feira (8), o quadro clínico das jovens sobreviventes da colisão frontal ocorrida no último domingo (3), no bairro Jardim Guanabara. De acordo com o boletim médico e informações da assessoria da unidade, ambas passaram por procedimentos ortopédicos definitivos e apresentam evolução positiva.
A paciente Ítaly Lívia Nóbrega Dias, de 19 anos, realizou o procedimento ortopédico definitivo nesta quinta-feira (7). Segundo o hospital, ela está hemodinamicamente estável e segue em leito de enfermaria. A expectativa médica é que a jovem receba alta hospitalar em breve.
Já a adolescente Maria Rita, de 16 anos, que enfrentava um quadro de maior complexidade, passou pela cirurgia definitiva na tarde desta sexta-feira (8). Ela já saiu do bloco cirúrgico, está consciente e orientada, mas permanece sob acompanhamento rigoroso das equipes de ortopedia e clínica geral, ainda sem previsão de alta.
O cirurgião ortopedista Dr. Sesiom Wanderley, que coordena os casos, explicou que as jovens sofreram lesões severas na bacia decorrentes do impacto de "altíssima energia". No caso de Maria Rita, houve uma disjunção da sínfise púbica (separação dos ossos da bacia), o que exigiu o uso de fixadores externos e manobras de redução anatômica.
"A unidade esteve mobilizada desde o primeiro momento. O sucesso dos procedimentos é fruto do empenho de uma equipe multiprofissional", destacou o especialista.
A tragédia aconteceu na madrugada do último domingo (3), na Rua São José. As três jovens — Maria de Fátima, Ítaly Lívia e Maria Rita — seguiam em uma motoneta Honda Biz quando foram atingidas frontalmente por um Fiat Mobi que trafegava em alta velocidade e na contramão.
A condutora da motoneta, a fisioterapeuta e atleta Maria de Fátima, não resistiu aos ferimentos e faleceu horas após o acidente. Sua morte gerou forte comoção e diversas manifestações por justiça na cidade de Patos.

O condutor do automóvel, George Vilar Leite, de 39 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. No momento do acidente, ele apresentava sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Em decisão recente, a Justiça readequou a tipificação do crime para homicídio doloso, entendendo que o motorista assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado, em alta velocidade e na contramão.
Por Pabhlo Rhuan
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