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Operação conjunta mira bets ilegais na Paraíba e bloqueia R$ 101 milhões

Mandados foram cumpridos nesta quarta-feira (8) após investigação que segue em segredo de Justiça.

08/07/2026 às 10h50
Por: Redação
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Gaeco está a grente das investigações no Alto Sertão da Paraíba — Foto: MPPB/Divulgação
Gaeco está a grente das investigações no Alto Sertão da Paraíba — Foto: MPPB/Divulgação

Uma operação integrada de combate ao crime organizado foi deflagrada nesta quarta-feira (8) na Paraíba, com o objetivo de desarticular um esquema de exploração clandestina de apostas eletrônicas, conhecidas como "bets". A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 100 milhões em ativos financeiros e bens dos investigados.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), as investigações revelaram uma complexa estrutura empresarial montada para mascarar a ilegalidade. As plataformas de apostas operavam sem a devida autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e sem o necessário credenciamento da Loteria do Estado da Paraíba (LOTEP).

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O grupo utilizava uma rede de empresas de fachada e sócios com capacidade econômica incompatível com os negócios, buscando aparentar uma operação lícita. Segundo o Ministério Público, as sedes das empresas eram fictícias e não possuíam qualquer estrutura operacional real.

O esquema utilizava domínios eletrônicos irregulares e sociedades simuladas para dificultar o rastreamento dos fluxos financeiros pelos órgãos de controle. As investigações apontam indícios de práticas criminosas como:

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  • Exploração ilegal de loteria;
  • Organização criminosa;
  • Lavagem de capitais;
  • Fraudes eletrônicas contra consumidores.

Bloqueio milionário

Como resultado da ação, a 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJPB) determinou o bloqueio de ativos financeiros, incluindo criptoativos, além de restrições sobre bens móveis, totalizando R$ 101.990.000,00.

A operação conta com o apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Polícia Civil, da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e da LOTEP. Devido à natureza da apuração, as investigações seguem em segredo de Justiça para identificar todos os responsáveis e desmantelar a rede completa de operação.

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Por Pabhlo Notícias - com g1 PB

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