
O caso do grave acidente de trânsito ocorrido no dia 3 de maio, que resultou na morte da jovem fisioterapeuta Maria de Fátima Nóbrega Caldas, de 24 anos, continua gerando profunda comoção e revolta em Patos. Além da perda de Maria de Fátima, o acidente deixou feridas sua irmã, Maria Rita, de 16 anos, e sua prima, Ítaly Lívia, de 19 anos.
A revolta da família ganhou novos contornos após a repercussão de uma decisão recente do Tribunal de Justiça, que negou um pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do motorista acusado, George Vilar Leite. Contudo, a decisão tornou-se sem efeito prático imediato para uma nova prisão, uma vez que o condutor já havia sido posto em liberdade em 7 de julho mediante alvará de soltura e imposição de medidas cautelares.
Ver esta publicação no Instagram
Diante da repercussão do caso, Darlyane Nóbrega, mãe de Maria de Fátima, desabafou sobre a dor de perder a filha e criticou o argumento de que a tragédia teria sido uma fatalidade:
"Sabe, você sai numa contramão, embriagado, e mata uma pessoa, isso não é fatalidade, não é fatalidade. Se fosse com o filho de vocês, vocês não chamariam isso de fatalidade, então parem de tratar isso como fatalidade, não é, e ele precisa pagar, não, não é fatalidade. Se fosse com o filho de vocês, vocês não chamariam isso de fatalidade, então cadeia, é o mínimo que você merece."
Para acompanhar de perto todos os desdobramentos judiciais, a família constituiu um corpo de advogados como assistentes de acusação. Segundo o advogado Maikon Minervino, a equipe já solicitou acesso aos autos do processo, que tramita em segredo de justiça, para analisar todas as peças processuais e as acusações imputadas.
O advogado Ademir Balduino pontuou que a negativa recente do habeas corpus pelo tribunal ocorreu quando o investigado já estava em liberdade há alguns dias, ressaltando que a equipe aguarda a habilitação formal nos autos para atuar junto ao Ministério Público e dar uma resposta adequada à sociedade e à família.
Além da esfera criminal, a assistência de acusação também ingressará com ações na esfera cível. O advogado Allan Miguel explicou que o objetivo é buscar a reparação integral dos danos causados às vítimas e aos familiares:
"Além da questão criminal, existe também a ação civil, e a gente vai entrar com a ação civil para a questão de reparação, desde os danos materiais, que seriam a questão da perda da moto, que deu perda total, além dos gastos como tratamento médico, medicações, curativos, a questão de fisioterapia das vítimas, então a gente vai buscar toda essa reparação civil, na justiça, e reparar esse dano sofrido por toda essa família."
O advogado Wanderson Igor reforçou que o papel da assistência de acusação é prestar suporte ao Ministério Público para assegurar uma resposta enérgica tanto no âmbito penal quanto no cível, diante da indignação gerada na sociedade patoense.
Procurada pela reportagem, a defesa de George Vilar Leite, representada pelo advogado Halem Roberto Alves de Souza, informou que não vai se manifestar neste momento, tendo em vista que o processo tramita sob segredo de justiça.
Por Pabhlo Rhuan
VEJA COMO AJUDAR Família em Patos busca recursos para tratamento médico de filha diagnosticada com malformação rara
PATOS Reunião emocionante celebra reencontro da 2ª Turma do CFSD de 1986 em Patos
RECAPEAMENTO Recapeamento asfáltico avança e contempla Rua Pedro II, em Patos
POLITÍCA! CMP retoma sessões ordinárias após recesso e inicia segundo semestre com análise de vetos e novos projetos
JUSTIÇA Motorista ganha liberdade provisória com medidas cautelares após acidente que vitimou fisioterapeuta em Patos
PATOS STF abre precedente que pode destravar construção de Centro de Zoonoses em Patos; Prefeitura afirma que caso será analisado conforme suas particularidades
AVANÇO! Prefeitura de Patos avança com obras de calçamento no bairro Maternidade
TRAGÉDIA STTRANS comunica interdição parcial da Rua Dom Pedro II para obras de recapeamento a partir desta terça-feira (21)
Patos Programa Travessias Urbanas avança e leva pavimentação asfáltica à Rua Alfredo Lustosa Cabral, em Patos Mín. 22° Máx. 31°