
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (4), a Operação Lótus, considerada a maior ação de repressão qualificada já realizada na região do Vale do Paraíba. A operação teve como objetivo o cumprimento de 34 mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, dentro de uma investigação que esclareceu 14 homicídios registrados nos municípios de Itabaiana e Pilar.
Até o momento, 29 mandados de prisão foram cumpridos, sendo 19 contra investigados que já estavam custodiados em unidades prisionais. A operação é coordenada pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 9ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), com apoio da Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL).
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que os homicídios estão diretamente ligados à disputa por território entre organizações criminosas que atuam na região. O trabalho investigativo permitiu identificar a estrutura dos grupos criminosos e individualizar a participação de cada investigado, desde executores até mandantes dos crimes.
Ainda conforme as investigações, a sequência de assassinatos teve início após uma ruptura entre antigas lideranças de uma organização criminosa. A divisão deu origem a duas facções rivais, que passaram a disputar o controle territorial da região, provocando uma escalada da violência no início de 2026.
Além das prisões, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão de veículos utilizados nas ações criminosas. Entre os materiais apreendidos estão uma submetralhadora, uma pistola calibre .40 e um veículo que, segundo a investigação, foi utilizado em uma chacina que deixou cinco pessoas mortas no dia 1º de março de 2026.
A operação também contou com o cumprimento de nove mandados de prisão em unidades prisionais, incluindo a Penitenciária de Segurança Máxima PB1, a Penitenciária Desembargador Sílvio Porto e a Cadeia Pública de Pilar, com apoio da Polícia Penal da Paraíba.
Para a execução da Operação Lótus, foram mobilizados aproximadamente 120 agentes, entre policiais civis da 4ª Superintendência Regional de Polícia Civil (4ª SRPC), equipes da DRACO, DRE, GOE, Grupamento Tático Aéreo (GTA), policiais penais da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB), além do apoio do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a Polícia Civil, o nome "Lótus" simboliza a capacidade de superação e renascimento, representando o compromisso da instituição com o combate às organizações criminosas, a elucidação de crimes contra a vida e a restauração da paz social na região.
Por Pabhlo Rhuan
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