
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Patos e São José do Bonfim. A operação teve como objetivo reunir elementos probatórios para a elucidação do homicídio de João Batista Vieira, de 27 anos, executado na noite do último dia 23 de maio na Rodovia PB-262.
Os mandados foram cumpridos em zonas estratégicas, abrangendo a zona rural de São José do Bonfim e os bairros Jatobá e Mutirão, em Patos. Durante as diligências, as equipes efetuaram a prisão em flagrante de um homem de 24 anos pelo crime de tráfico de drogas no bairro Mutirão, apreendendo porções de maconha, cocaína, uma balança de precisão e dinheiro em espécie.

O mandado de busca cumprido hoje levou à prisão em flagrante de um homem por tráfico de drogas no bairro Mutirão. Embora ele seja amigo do principal investigado pelo assassinato de João Batista Vieira, trata-se de um indivíduo diferente.
O autor dos disparos que resultaram na morte de João Batista já se encontra detido em razão de outros crimes e, agora, passará a responder formalmente também por este homicídio.
O homicídio chocou a região pelo grau de violência. João Batista trafegava em uma motocicleta pela PB-262, no trecho entre Patos e São José do Bonfim, acompanhado da companheira e do filho de um ano e cinco meses, quando foi interceptado por um criminoso encapuzado que pilotava outra moto.
Em entrevista exclusiva ao portal Pabhlo Notícias, a viúva detalhou os momentos de terror vividos durante a abordagem. "O ocupante estava sem camisa, encapuzado e de capacete. Ele anunciou o assalto. No momento em que meu marido virou o rosto para olhar, ele atirou", relatou.
Após o disparo inicial em movimento, a vítima perdeu o controle da moto e caiu em uma área de vegetação às margens da rodovia. O executor retornou para finalizar a ação. "Quando vi o clarão da moto, era ele voltando. Eu estava abraçada com meu filho, com medo de morrer junto com ele. Ele mandou eu sair de perto e disse que o problema não era comigo. Eu implorei para ele não fazer aquilo [...] Enquanto eu me afastava, ouvi os disparos e o barulho da moto sendo jogada sobre o corpo dele", desabafou.
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A companheira também esclareceu que o companheiro era usuário de drogas, mas refutou a hipótese de ligação com o tráfico. Segundo ela, havia uma dívida de oitocentos reais destinada a itens domésticos. Sobre o filho do casal, que presenciou o crime, a mulher informou que a criança sofreu uma fratura na perna durante a queda e precisou ficar imobilizada com gesso.
O perito criminal Adriano Medeiros detalhou os vestígios analisados na cena do crime, que confirmaram a dinâmica de uma execução sumária. “Identificamos que ele conduzia a motocicleta no sentido Patos/São José do Bonfim quando foi surpreendido. Foi efetuado pelo menos um disparo já com os veículos em movimento. Após cinquenta metros desse primeiro impacto, a vítima saiu da pista e caiu na vegetação. Após essa queda, o executor disparou pelo menos mais seis vezes contra o jovem”, explicou.
O perito apontou ainda que a vítima não teve chances de defesa. “Constatamos que se tratou de um crime de execução. A localização das lesões estava concentrada no pescoço e na face. Já confeccionei e disponibilizei o laudo para a delegacia competente para que os vestígios coletados ajudem a identificar o calibre e o tipo da arma utilizada”, concluiu.
Por Pabhlo Rhuan