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Polícia INVESTIGAÇÃO

Exame no Numol revela 24 perfurações em recém-nascido e aponta agonia e morte por choque hemorrágico em Patos

Laudo necroscópico indica agonia pré-morte e material genético recolhido na faca passará por perícia de DNA em João Pessoa.

15/10/2026 às 15h39
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A equipe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos concluiu os procedimentos necroscópicos no corpo do recém-nascido Brayan Gabriel Guedes de Lucena, de apenas três semanas de vida, morto na manhã de quarta-feira (14) em uma residência no bairro Dona Milindra. O laudo pericial constatou ao todo 24 perfurações causadas por arma branca distribuídas pelo corpo da criança.

Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias junto ao chefe do Numol de Patos, médico legista Dr. Dionísio Filho, o corpo da vítima deu entrada na unidade por volta das 11h30 da quarta-feira, sendo a documentação oficial liberada pela autoridade policial às 14h. Os trabalhos periciais tiveram início às 14h30, conduzidos por uma equipe técnica composta pelo médico legista Dr. Ostenildo Crispim, pelo odontolegista Dr. Yuri Mariano e pelo necrotomista Edvaldo Eurico.

Perfurações múltiplas e causa da morte

Durante o exame cauteloso, os peritos identificaram perfurações pérfaro-cortantes na face, no tórax anterior e posterior, no abdômen e nos membros superiores de ambos os lados do recém-nascido. A análise interna apontou que uma das estocadas atingiu as câmaras cardíacas da vítima.

O Dr. Dionísio Filho explicou a causa da morte e detalhou o sofrimento físico imposto à criança antes do óbito.

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"A equipe pericial identificou ao final 24 perfurações provocadas por um instrumento pérfaro-cortante, uma arma branca, distribuída nas mais diversas regiões do corpo da criança. Durante a necrópsia, foi identificada uma lesão nas câmaras cardíacas, no coração, o que determinou o óbito por exanguinação. A criança perdeu todo o sangue morrendo por anemia aguda, então a gente pode afirmar que houve uma agonia pré-morte desse menor. A morte foi por choque hemorrágico, por anemia aguda, e essa morte não é imediata, a pessoa sofre, a pessoa desfalece até chegar ao óbito", afirmou o chefe do Numol.

Coleta de material genético e prazos dos laudos

Para auxiliar a investigação conduzida pela Polícia Civil na identificação exata de quem manuseava a arma branca, a equipe médica procedeu com a coleta de amostras de tecido do recém-nascido. O material será confrontado com os vestígios biológicos encontrados na faca apreendida na cena do crime.

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De acordo com a chefia do órgão, o laudo necroscópico conclusivo será emitido em um prazo de até 10 dias. Já o exame de DNA, por ser de maior complexidade técnica, será processado no Instituto de Polícia Científica (IPC) na capital, João Pessoa.

"A equipe pericial também procedeu à coleta de um fragmento de tecido para identificação do DNA do Brayan, porque foi apreendido o instrumento provocador da morte, que foi a faca, e lá com certeza vai constar material genético. Através desse material genético vai poder se identificar quem que estava segurando aquela arma branca. O exame necroscópico fica pronto em 10 dias. O exame do DNA é um exame mais demorado, é feito no IPC de João Pessoa e creio que demora em torno de uns 20 a 30 dias para sair o resultado final", detalhou Dr. Dionísio Filho.

Entenda o caso e desdobramentos

O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (14) no bairro Dona Milindra, em Patos. Os genitores do bebê, Marcos Gabriel, de 19 anos, e Mirelly Layla Lucena Braz, de 19 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar. Na Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), o casal apresentou depoimentos conflitantes, trocando acusações mútuas sobre a autoria das estocadas.

Na madrugada desta quinta-feira (15), a residência alugada onde ocorreu o fato foi arrombada e teve móveis, roupas dos suspeitos e o colchão do bebê retirados e incendiados em via pública. A Polícia Militar e o 3º BPM reforçaram o patrulhamento na área e alertaram a população contra atos de vandalismo e justiça com as próprias mãos enquanto o casal aguarda posicionamento da Justiça em audiência de custódia.

Por Pabhlo Rhuan

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