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Polícia INVESTIGAÇÃO

Caso Bryan Gabriel: Novos detalhes da investigação apontam contradições na versão da mãe

Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias, Polícia Civil detalha contradições sobre celular, camisa e dinâmica do crime.

30/10/2026 às 21h00
Por: Victor Almeida Fonte: Pabhlo Notícias
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Foto: Pabhlo Rhuan
Foto: Pabhlo Rhuan

Novos detalhes técnicos e testemunhais apurados no inquérito policial referente ao homicídio do recém-nascido Bryan Gabriel Guedes de Lucena, registrado no dia 14 de outubro no bairro Dona Milindra, foram detalhados. As provas colhidas pela Polícia Civil desmontam a narrativa apresentada por Mirelly Laila Lucena Braz e reforçam a conduta de coação praticada por ela dentro da unidade policial.

Segundo as informações apuradas pelo portal Pabhlo Notícias com a equipe de investigação, uma série de contradições materiais e laudos periciais comprova que a versão narrada pela mãe não condiz com a realidade dos fatos ocorridos na residência do casal.

Perícia e vestígios desmentem versão sobre agressões

O primeiro e mais latente indício apontado pela investigação é o fato de que apenas Mirelly apresentava manchas de sangue nas mãos e roupas após o crime. Caso o pai do bebê, Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque, tivesse desferido os golpes contra a criança, ele obrigatoriamente estaria com vestígios e resíduos de sangue.

As apurações policiais também desmentiram as seguintes alegações da investigada:

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  • Inviabilidade mecânica do ataque: Mirelly alegou que foi asfixiada pelo companheiro com uma das mãos sobre a boca e o nariz e que, enquanto ela desfalecia, ele usou a outra mão para colocar uma faca na mão dela e desferir os golpes na criança.
  • Perícia no tecido e na arma: A investigada afirmou que as mãos do companheiro não ficaram sujas de sangue porque ele teria envolvido a faca em uma camisa. Contudo, ao recolher o tecido, a perícia constatou que a camisa continha apenas a marca do sangue do contato com a lâmina, sem a saturação que seria inevitável no caso de uma ação violenta.
  • Falsa alegação sobre o celular: Mirelly afirmou que havia gravado um áudio que provaria sua inocência e que o companheiro teria tomado e apagado a gravação. Testemunhas e policiais confirmaram que o homem permaneceu sentado ao final do beco sem acesso ao telefone, que foi apreendido diretamente nas mãos da mulher enquanto ela realizava ligações na chegada da Polícia Militar.

Foi solicitada a realização de uma reprodução simulada junto ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para transformar todas essas incompatibilidades físicas em laudo pericial definitivo nos autos do processo.

Ameaça na carceragem e coação a familiares

Segundo a Polícia Civil, levantamentos apontam que a investigada sempre apresentou um perfil manipulador. Essa coação psicológica explica o motivo pelo qual o pai do bebê chegou a tentar assumir a culpa de forma isolada após a audiência de custódia. A questão está sob apuração policial.

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O casal permanece preso em João Pessoa. Marcos Gabriel cumpre custódia na Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1) e Mirelly Laila na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, ambos à disposição da Justiça

Por Pabhlo Notícias

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