
O proprietário da pizzaria La Favoritta, investigada por um surto de intoxicação alimentar que afetou mais de 100 pessoas em Pombal, no Sertão da Paraíba, fez um pronunciamento público sobre o caso. O estabelecimento segue interditado após inspeções sanitárias.
Marcos, dono do local, iniciou a fala prestando solidariedade à família da mulher de 44 anos que morreu após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação alimentar. “Inicialmente, eu venho aqui dar minhas condolências à família e também a todas as pessoas que estão apresentando esses sintomas. Peço desculpas pela demora em me pronunciar, porque eu ainda estava tentando entender tudo o que estava acontecendo”, disse.

O empresário afirmou que atua há cerca de seis anos no ramo da alimentação e que nunca havia enfrentado uma situação semelhante. “Sempre prezei por fornecer o melhor serviço e uma boa experiência para os nossos clientes. Estou sem acreditar também. Não sei o que aconteceu”, declarou.
Segundo ele, foi o próprio proprietário quem acionou a Vigilância Sanitária para realizar a fiscalização no estabelecimento. “Eu mesmo entrei em contato com o pessoal da Vigilância Sanitária e convidei eles até o local para que pudessem fazer a fiscalização e me dar uma resposta do que veio a ocorrer. Todos nós queremos respostas”, afirmou.
Marcos também destacou que tem colaborado com os órgãos de fiscalização e com a Polícia Civil. “Estou fornecendo amostras, documentos e tudo o que está sendo solicitado. Preciso da verdade para me sentir bem. Jamais tive a intenção de prejudicar qualquer pessoa. Tudo o que conquistei foram anos de muita luta”, pontuou.
A defesa do empresário reforçou que a interdição ocorreu por questões sanitárias estruturais e que apenas os laudos periciais poderão confirmar as causas do surto. “A questão da interdição é sanitária, relacionada a adequações estruturais e normas legais. Não foi constatado, neste primeiro momento, alimento vencido ou estragado”, explicou a advogada Raquel Dantas.
Enquanto isso, as autoridades de saúde seguem aguardando os resultados laboratoriais das amostras coletadas. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil e pelos órgãos sanitários.
Mais de 100 pessoas procuraram atendimento médico após apresentarem sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. A situação ganhou maior repercussão após a morte de uma mulher de 44 anos, que, segundo familiares, havia consumido pizza no estabelecimento investigado.
A Vigilância Sanitária Municipal realizou uma primeira inspeção no local, com recolhimento de amostras encaminhadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB). Posteriormente, uma nova fiscalização foi feita pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que identificou irregularidades sanitárias e determinou a interdição da pizzaria.
Os laudos laboratoriais devem apontar se há relação direta entre os alimentos consumidos e o surto registrado no município.
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