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Laudo confirma broncoaspiração e descarta sinais de agressão na morte de bebê de dois meses em Monte Horebe

Exame cadavérico afastou hipótese de crime; perito explicou que marcas no pescoço eram livores cadavéricos, fenômeno natural pós-morte

22/01/2026 às 09h13
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O exame cadavérico realizado no corpo do bebê Muryell Asafe de Sousa Nunes, de apenas dois meses de idade, confirmou que a morte foi causada por asfixia decorrente de broncoaspiração. O laudo afasta qualquer hipótese de crime ou de violência física.

A informação foi confirmada pelo chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras ao jornalista Pabhlo Rhuan.

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Em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, o médico legista e chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras, Luiz Rustenes Fernandes, detalhou os achados da necropsia para esclarecer as dúvidas surgidas durante a perícia inicial no local.

Segundo o perito, não foi evidenciado nenhum tipo de lesão violenta. Ele explicou que o sangue e a espuma encontrados na região do nariz são achados comuns em casos de asfixia, fenômeno conhecido na medicina legal como “cogumelo de espuma”.

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Em relação às marcas no pescoço que levantaram suspeitas de estrangulamento, o médico esclareceu que se tratavam de livores cadavéricos, um fenômeno natural pós-morte. Essas manchas arroxeadas são causadas pelo acúmulo de sangue nas áreas mais baixas do corpo, em razão da gravidade, após a parada cardíaca.

O legista explicou ainda que, ao realizar o teste de pressão, as marcas desapareciam momentaneamente, o que confirma que se tratavam de livores e não de hematomas provocados por agressão.

OUÇA: 

Luiz Rustenes Fernandes
Perito Oficial Médico Legista e Chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Cajazeiras

Relembre o caso

O bebê foi encontrado sem vida pela própria mãe durante a madrugada. Segundo relato às autoridades, ela acordou para amamentar e percebeu que o filho estava desfalecido e com sangramento no nariz. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas apenas constatou o óbito.

No momento do ocorrido, estavam na residência a mãe, uma filha adolescente e o namorado da jovem. O pai da criança estava em São Paulo, onde trabalha.

A Polícia Civil acompanhou o caso desde o isolamento da área até o encaminhamento do corpo ao Numol, sob coordenação do delegado Dácio Bezerra.

Com a confirmação da causa natural da morte, o inquérito policial deverá ser concluído sem indiciamento por crime violento.

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