Patos e Região JUSTIÇA

Motorista ganha liberdade provisória com medidas cautelares após acidente que vitimou fisioterapeuta em Patos

Alvará de soltura foi expedido em 07 de julho; entendimento recente do Tribunal de Justiça manteve o julgamento de um habeas corpus, mas réu já respondia ao processo em liberdade sob restrições

22/07/2026 às 09h53 Atualizada em 22/07/2026 às 10h01
Por: Redação
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Foto: Pabhlo Rhuan / Reprodução
Foto: Pabhlo Rhuan / Reprodução

Novas informações obtidas com exclusividade pelo portal Pabhlo Notícias revelam um desdobramento importante no caso do grave acidente de trânsito ocorrido no dia 3 de maio de 2026, que resultou na morte da jovem fisioterapeuta Maria de Fátima Nóbrega Caldas, de 24 anos, e deixou outras duas jovens feridas.

 Embora recentemente tenha sido noticiado o andamento de um recurso na Justiça, a apuração do jornalista Pabhlo Rhuan esclarece que o motorista envolvido, George Vilar Leite, de 39 anos, já se encontrava em liberdade.

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Conforme apurado, no dia 07 de julho deste ano foi emitido o alvará de soltura em favor de George Vilar Leite, concedendo-lhe liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão com base no artigo 319 do Código de Processo Penal e no artigo 294 do Código de Trânsito Brasileiro. A decisão foi assinada pelo juiz Aclécio Sandro de Oliveira.

Entre as exigências impostas estão o comparecimento mensal em juízo até o dia cinco de cada mês para justificar atividades, a proibição de frequentar bares, boates, casas de shows e locais que comercializem bebidas alcoólicas, além da proibição de se ausentar da Comarca de Patos/PB sem prévia autorização judicial. O acusado também cumpre recolhimento domiciliar no período noturno, das 22h às 6h do dia seguinte e nos dias de folga, e teve o direito de dirigir suspenso, devendo entregar a Carteira Nacional de Habilitação em cartório no prazo de 48 horas após a liberação.

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A imprensa local divulgou recentemente que a Justiça havia negado um pedido de habeas corpus em julgamento datado de 15 de julho. No entanto, como o suspeito já havia sido posto em liberdade por força da decisão de 07 de julho, a manutenção da negativa pelo Tribunal de Justiça não resulta em seu retorno automático à prisão. A liberdade provisória concedida permanece válida, podendo, contudo, ser revogada a qualquer momento caso surjam fatos novos ou ocorra o descumprimento das medidas cautelares impostas. Nessa hipótese, a decretação de uma nova prisão preventiva poderá ser requerida pelos legitimados, como o Ministério Público ou o assistente de acusação, cabendo ao juiz apreciar o pedido.

 
 
 
 
 
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O acidente

O sinistro aconteceu por volta das 4h30 de um domingo, dia 03 de maio de 2026, na Rua São José, próximo ao cruzamento com a Rua Elias Asfora, no bairro Jardim Guanabara. Maria de Fátima conduzia uma motocicleta Honda Biz branca, acompanhada de sua irmã, Maria Rita, de 16 anos, e de sua prima Ítaly Lívia, de 19 anos.

O grupo foi atingido frontalmente por um automóvel Fiat Mobi cinza, conduzido por George Vilar Leite. Segundo levantamento do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPTran), o motorista trafegava na contramão em alta velocidade, apresentava sinais visíveis de embriaguez e recusou-se a realizar o teste do bafômetro.

Após a prisão em flagrante e a posterior reclassificação do caso para homicídio doloso (dolo eventual) na audiência de custódia, o processo seguiu tramitando nas instâncias superiores, enquanto as outras duas jovens envolvidas receberam alta médica após cerca de uma semana internadas.

Por Pabhlo Rhuan

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